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O parque dos bombeiros, «em mínimos» pelos piquetes do López de Ayala

Ontem estavam um sargento e 8 efetivos de guarda, três deles no teatro. Denunciam que se continua incumprindo o regulamento e auguram greve indefinida

 

Bombeiros do parque municipal durante uma intervenção. - ANDRÉS RODRÍGUEZ/ARQUIVO

B. CASTAÑO badajoz@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
16/02/2020

No parque municipal de bombeiros os ânimos estão esquentados. O número de efetivos por guarda se continua incumprindo de forma «sistemática» e isso tem «indignada» à equipe. Assim o denunciou Carlos Agama, representante da Assembleia de Bombeiros pelo sindicato Aspolobba, quem pôs como exemplo a situação de ontem: dos oito bombeiros e o sargento que estavam de guarda (o regulamento contempla 10 bombeiros e um telefonema), três deles estiveram grande parte da jornada na escolta que se habilitou para dar cobertura ao concurso infantil de murgas no teatro López de Ayala, deixando «sob mínimos» o serviço. Além disso, um dos bombeiros teve que exercer de telefonista.

«Se há uma emergência, ¿sai a escolta do teatro e se deixa sem ninguém? Assim não estão seguros nem os que estão no López de Ayala nem o resto da cidade», expôs Agama, quem criticou que no que vai de ano só se tenha cumprido um dia o mínimo regulamentar por turno de guarda (o 7 de Fevereiro).

De facto, pouco antes das cinco da tarde se originou um incêndio na cozinha de um quinto apartamento da avenida República Dominicana e a escolta que saía nesse momento até o López à sessão de tarde do concurso infantil de murgas teve que unir-se a esta intervenção junto ao resto dos companheiros. Quando chegaram o fogo se tinha extinto, embora tiveram que ventilar a habitação, que se inundou de fumo. Uma anciã resultou ferida com queimaduras num braço.

SEM ESPERAS / A assembleia assegura que o problema de falta de pessoal não pode esperar a que se convoquem e adjudiquem as 9 vagas anunciadas pelo Câmara Municipal De Badajoz. «Temos de tomar medidas antes», urgiu o representante sindical, que recordou que nestes momentos há 9 vagas de bombeiros no parque, para além de 4 de cabo, uma de sargento e outra de suboficial (segundo chefe do serviço), já que quem ocupava este último posto em comissão de serviço acaba de apresentar sua renúncia.

A assembleia de bombeiros reclama uma mesa técnica para que se trabalhe em «todas as propostas que temos posto sobre a mesa», caso contrário, convocarão uma greve de carácter indefinido. «Não queremos que isto se veja como uma ameaça, é que já temos comprovado que é a única maneira de que a Câmara Municipal cumpra com os mínimos de guarda», apontou Agama.