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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Professores e pais do Arias Montano protestam por ficar sem contínuo

A Câmara Municipal defende que nenhum estabelecimento de Ensino básico da cidade conta com esta figura. Solicitam ao presidente da Câmara Municipal que reconsidere a decisão de transferi-la a dependências municipais

A. M. ROMASANTA
08/09/2017

 

Professores e pais da escola público Arias Montano não entendem que um dado que é necessário e útil para o funcionamento do centro desapareça da noite à amanhã, sem mais explicação. Por isso ontem se {echaron} à rua e se manifestaram diante do Câmara Municipal De Badajoz, na praça/vaga de Espanha, para reclamar com um cartaz que Necessitamos a nosso contínuo. Os convocados entraram a Câmara Municipal para entregar em registo um escrito/documento dirigido ao presidente da Câmara Municipal, {Franciso} Javier Fragoso, no qual o claustro solicita que reflita a decisão que tem tomado e expõe os problemas que provoca a ausência da contínuo, que levava mais de 20 anos exercendo esta função e desde o 1 de setembro foi transferida a dependências da Pelouro de Colégios, na praça/vaga da Soledad, embora segue/continua ocupando a habitação nas instalações do centro educativo.

Foi em Julho quando o Arias Montano recebeu a comunicação ao telefone por parte da pelouro que leva María José Solana. A resposta de ontem da Câmara Municipal, a perguntas deste diário/jornal, foi que já nenhum colégio de Badajoz conta com a figura do contínuo e suas habitações se estão destinando a uso social se o centro assim o decide. De facto, a escola Enrique Segura Covarsí optou por que a habitação não fosse ocupada e fazer uso de ela. A figura do contínuo tem ido desaparecendo em todas as escolas. Os últimos foram os do {Árias} {Montano} e o Geral Navarro.

O diretor do {Árias} {Montano}, {Manolo García}, manifestou diante da fachada da Câmara Municipal que «o que tem que ficar claro é que nós não pedimos nada extra, mas o que já temos, que é um contínuo para um colégio com 700 alunos, 1.200 pais, 50 professores e 30 monitores de diferentes atividades». Segundo explicou, a desaparição do contínuo vai a supor no centro «um descontrolo», porque «é humanamente impossível atender o {maremágnum} sem uma pessoa que coxa o telefone, que esteja ao cuidado da porta, que localize aos pais dos meninos que se põem doentes ou que se urinam», explicou. García apontou que cada novo curso há 75 meninos com 3 anos e no primeiro trimestre estes alunos requerem muita atenção, ao passo que reconheceu que, embora todos colaboram para o bom funcionamento, sem a contínuo «é inviável». Por isso, o diretor acha, tal como professores e pais, que a decisão da Pelouro de Colégios, representa «uma falta de sensibilidade». «Trabalhamos/trabalhámos com pessoas, não com papéis {arrinconados}», defendeu.

O diretor não dirigiu suas queixas só/sozinho à Câmara Municipal, mas também à Conselheria de Educação, «porque isto é um problema sério» e «não pode olhar para outro lado». Na sua opinião, existe «uma discriminação total absoluta entre o ensino Primária e a Ensino secundário». Os institutos, que dependem da Junta em matéria de pessoal não docente, «têm de tudo», até tal ponto que um com a metade de alunos do {Árias} {Montano} «conta com dois ou três contínuos, um ou dois auxiliares administrativos, pessoal que arranja os computadores, treinador de redes, um orientador a tempo inteiro e um educador social», enquanto «em Primária não temos nada disso».

García enfatizou que foi uma decisão da Câmara Municipal que em Badajoz não existam contínuos nas escolas, que sim funcionam noutros municípios. «Pois que nos ofereçam uma alternativa, porque é uma questão de dignidade profissional, nós não temos porque é que realizar essas tarefas e {apelamos} a sua sensibilidade». Neste aspeto, o diretor instou ao diálogo entre as duas administrações «porque os políticos estão para solucionar os problemas, não para criá-los». Segundo o diretor, a delegação provincial de Educação está à par da sua situação, mas não fez nada.

Quanto à casa que habita a contínuo no interior da escola, o diretor assinalou que a situação mudou porque faz meses a intenção da Câmara Municipal era que a ocupasse uma família que a necessitasse, mas que a contínuo seguisse/continuasse na escola. Agora segue/continua vivendo mas já não trabalha ali. «Não sabemos a que obedece a mudança de critério nem ninguém nos o explicou».

Em representação da {ampa}, María José Linares se fez eco da queixa dos pais, que não entendem como se retira ao contínuo de um colégio «tão grande» com quatro portas. «A contínuo fazia um monte de funções e agora não sabemos que vai a passar». Esta mãe se perguntou que fará o professor se um menino doente em classe e tem que deixar aos demais para avisar aos pais. «Tinha um controlo que agora não vai a existir», lamentou. Também criticou que a decisão se tomasse em verão, durante as férias «e não nos tenhamos inteirado até agora». Outra mãe de aluna, {Elvira} Rodríguez, mostrou sua preocupação porque «a contínuo estava sempre pendente de nós e dos meninos e já não vai a estar». A {ampa} continuará com os protestos.

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