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El Periódico Extremadura | Domingo, 19 de agosto de 2018

Preconceitos e Jaén

ANTONIO GARCÍA SALAS Economista
07/06/2018

 

O passado fim-de-semana assisti em Jaén ao Congresso de Sociedades Económicas de Amigos do País. Se tem falado de patriotismo, de generosidade pela melhoria do país e de colaboração em rede entre estas bicentenárias sociedades. Assistiram 18 entidades espanholas que seguem/continuam vivas, junto a sociedades de Cuba e Itália criadas por Carlos III. Foi muito gratificante comprovar o espírito juvenil, o acordo/compromisso com o futuro e a imensa vontade de renovação e adaptar-se aos tempos para poder/conseguir ser tão útil no século XXI como o foram nos dois séculos anteriores. Perante tanto/golo caos, incerteza e ruído temos vivido uma injeção de esperança e vontade construtiva.

Também foi uma grande oportunidade para descobrir uma cidade que desconhecia. Faz muito tempo {leí} que as cidades mais feias de Espanha eram Badajoz, Jaén, Ciudad Real, Albacete e Múrcia. Se me ficou gravada esta classificação e não lhe tinha emprestado interesse/juro a Jaén nem tinha encontrado a razão para conhecê-la. A ignorância é ousada e agora não posso entender como aquele ranking tinha criado um preconceito tão injusto em minha mente.

Me surpreendeu muito {gratamente} a cidade. A parte moderna como todas as cidades, com algumas encostas mais da média/meia, mas uma cidade compacta e de agradável passeio. Me surpreendeu o rede e paisagem urbano do centro e seus animados terraços bem como a riqueza monumental que merece uma visita à cidade. Sem dúvida a catedral renascentista das melhores de Espanha, os banhos árabes impressionantes, um invejoso novo museu ibero e um extraordinário parador e castelo com umas inimagináveis vistas de olivais, que por muito que os {esperes} não deixam de surpreender-te.

Procurando na internet listas das cidades mais feias já não aparecem Badajoz nem Jaén, pelo menos na maioria, no entanto um preconceito é quase impossível de erradicar, por muita informação e conhecimento que o desminta. Os preconceitos e os fundamentalismos ideológicos devem ser combatidos na atualidade como o foram as verdades reveladas e a superstição para os Ilustrados que criaram as Sociedades Económicas de Amigos do País nos inícios da Revolução Industrial.

¡Que fácil é criar um preconceito, quanto te limitam e que difícil são erradicá-los!

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