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O paciente investidor

 

Maqueta da futura sede de Fundação {CB}. - S. GARCÍA

Ascensión Martínez Romasanta Periodista
23/02/2020

En Maio de 2018 começavam as obras de cimentação do novo hotel das Três Sinos, que ainda se está levantando na rua Duque de São Germán num solar expedito. Oito anos decorreram desde que o promotor, privado, apresentou o projeto no Câmara Municipal De Badajoz. Bendito ele que não perdeu a vontade nem a paciência, porque motivos não lhe faltavam. Pobre do investidor que se lanço ao vazio com pressas e sem proteção. En tudo este tempo, David Guerrero, que é quem assina a ousadia, poucas vezes se tem atrevido a pôr data à abertura do hotel, que será dos denominados «com encanto». Encanto não lhe falta a quem com acalma não se atreve a aventurar quando poderá amortizar seu investimento. Para poder/conseguir acometer o projeto, teve que aprovar uma modificação estrutural do Plano Especial do Centro Histórico, pois se aumentaram as plantas do imóvel por Duque de São Germán e a edificabilidade, o que requereu não só/sozinho a tramitação na Câmara Municipal mas a autorização da Junta.

Com a maquinaria ancilosada do urbanismo tinha topado. Já se sabe que quando trata-se de modificar os planos urbanísticos, os passos se têm que respeitar para atar a legalidade e assegurar que as mudanças pretendidos não contêm {visos} especulativos. Mas também é certo que a estrito regulamento pode acabar com a paciência de qualquer.

Salvando as distâncias, que certamente para os peritos na matéria são muitas, o parecido é mais que razoável com o edifício da nova sede social no Centro Histórico da Fundação {CB}, que tanto/golo vizinhos/moradores como governantes receberam com os braços abertas e o coração {henchido} porque suporá um autêntico reconhecimento à recuperação duma das áreas mais degradadas. En Maio se cumprirá um ano desde que foi apresentado o projeto, que resultou de um concurso de ideias amparado pelo Colégio Oficial de Arquitetos da Extremadura, assinado além disso por arquitetos de experiência contrastada. Os responsáveis da entidade avançaram que a sua intenção era que as obras começassem antes de que terminasse no passado ano. Não tinham calculado bem onde se tinham metido. A muitos se nos escapa como é possível que assinado por aqueles que está rubricado o projeto e avalizado por aqueles que o avalizam, posteriormente se dessem conta de que não se adapta ao que vem recolhido no Plano Especial de Centro Histórico para a parcela onde vai-se a edificar e tenham planificado uma altura mais e maior/velho edificabilidade. Agora resulta que o citado plano especial se tem que modificar, com os trâmites que isso implica. Na Fundação {CB} levam-se as mãos à cabeça. Não é possível que este assunto que só/sozinho traz benefícios possa demorar-se mais. Seus {patronos}, que são os que decidem, deram um {ultimatum} à Câmara Municipal e ameaçam com retirar-se se não obtêm a licença de obras antes do 30 de Junho e o presidente da Câmara Municipal, que se vê entre a espada e a parede, não tem podido mais que transmitir uma mensagem de otimismo e garantir que os técnicos resolverão o quanto antes os obstáculos encontrados no caminho.

Mas há quem levantou a voz para defender que o regulamento deve aplicar-se de igual maneira para todos: instituições e vizinhos/moradores anónimos. Também as facilidades para modificar-la. Se calhar esteja aí o busílis da questão: que não se ponham tantas entraves a quem quer investir num espaço que está pedindo urgentemente que alguém o conquiste com boas ideias e generosidade, seja do tamanho que seja sua contribuição. Que o sentido comum e a sensatez primem sobre/em relação a os requisitos inamovíveis e incólumes. Por todos e para todos.