Menú

El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 14 de novembro de 2018

A obra gráfica de Vieira dá Silva se {adueña} do {Meiac}

25 foram criados para uma edição de poemas do autor francês René Char. El museu mostra 58 trabalhos da pintora portuguesa mais internacional

A. M. ROMASANTA
13/06/2018

 

Es a pintora portuguesa mais importante do século XX e sua obra se considera fundamental para o conhecimento do arte atual. Sua última exposição monográfica em Espanha teve lugar em Madrid em 1991, na Fundação Juan March. Desde ontem e até ao próximo 16 de setembro, uma parte representativa da obra gráfica de Maria Helénica Vieira dá Silva (Lisboa, 1908-París,1992) se expõe no Museu Extremenho e Ibero-americano de Arte Contemporânea ({Meiac}). A presença em Badajoz destes trabalhos foi possível em colaboração com a Fundação {Arpaz} {Szenes}-Vieira dá Silva, que tem um museu com pintura, desenhos e obra gráfica dos dois artistas.

A exposição do {Meiac} está integrada pela coleção de obra gráfica de Vieira dá Silva composta por uma mostra geral 33 gravados de diferentes técnicas e um «núcleo especial» de 25 obras realizadas a {buril}, que é uma parte das criadas para a edição de poemas L’{Inclémence} {Lointaine}, do autor francês René Char, grande amigo de Vieira, nos que a pintora trabalhou «muito bem» a relação entre a palavra e a imagem, porque foi criada de forma muito próxima à poesia, segundo explica a comissária da mostra, Sandra Santos.

Nestes trabalhos com os poemas a pintora trabalhou o gravado diretamente com o {buril} e se dedicou a eles em exclusiva enquanto as demais obras, muito diferentes, passam por técnicas de colorido que não procedem diretamente da mão e tinha dificuldades para encontrar o resultado que desejava, pelo que experimentou muito.

A artista portuguesa se mudou à capital de França para estudar em 1928 e ali se viu imersa em numerosas influências. Sua obra está vinculada à Segunda Escola de Paris, onde conheceu a o seu marido, o pintor húngaro {Arpad} {Szenès}. Viveram juntos 75 anos. Quando se iniciou a Segunda Guerra Mundial tiveram que ir-se embora a Rio de Janeiro (Brasil), pois a ditadura de {Salazar} negou a nacionalidade portuguesa a o seu marido. Ao regressar a Paris em 1947 sua obra começou a difundir-se por toda Europa e está representada nos melhores museus de todo o mundo. «Sem dúvida é a pintora portuguesa mais conhecida internacionalmente», sublinha a comissária. Vieira Dá Silva foi além disso uma artista muito prolífica. «Era uma trabalhadora compulsiva que se dedicava totalmente à pintura, não saía muito e viajava pouco/bocado, só/sozinho a a Portugal a ver a a sua mãe ou às exposições, mas a maior parte do tempo estava em seu oficina em Paris», conta Sandra Santos, quem além disso destaca sua forma de trabalhamos/trabalhámos «muito própria», pois tinha dificuldade em dar por terminadas suas obras, era muito perfecionista. De suas mãos saíram mais de 5.000 trabalhos. A pintura é a mais representativa.

As notícias mais...