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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 3 de abril de 2020

A obra do edifício de A {Galera} tira à luz um troço de muralha taifa

Nas dois salas do semicave se localizarão uma loja de lembranças, uma receção e casa de banho. O achado arqueológico se deixará à vista dos visitantes e se {musealizará} por meio de sinalética

B. CASTAÑO
09/03/2020

 

Las obras de reabilitação do edifício de A {Galera} têm tirado à luz um troço de muralha taifa do século XI localizado nas dois pequenas salas contíguas à nave principal. Ao eliminar os revestimentos, tem aparecido um segmento duns 14 metros de cumprimento, a modo de {zócalo}, sobre/em relação a o que se aprecia o {recrecido} que se realizou no século XII de mura {almohade}, para além de outros acrescentados posteriores. Este achado ficará à vista do público e se {musealizará} com sinalética, segundo apontou o vereador de Turismo e Património, Jaime Mejías, quem destacou a «importância» destes restos arqueológicos porque som muito poucos os que se conservam da época taifa na alcáçova.

Neste sentido, os arqueólogos José Márquez e {Montserrat} Girón, responsáveis deste achado, explicaram que era conhecido onde estava a muralha taifa por restaurações anteriores e que este novo troço é a continuação da que já está ao descoberto no exterior do edifício. «El 90% do que se vê na alcáçova é {almohade}, pois a muralha taifa ficou {embutida} na qual se construiu no século XII, por isso se pode contemplar em muito poucos sítios e este será um deles», assinalou Márquez. Não será o único que fique à vista do público após as obras, pois também se tem eliminado o revestimento do muro {almohade} do quebra-mar da torre de {Espantaperros}, na nave principal do imóvel, recuperando o originalíssimo, «uma espécie de imitação de silharia».

Las trabalhos para a posta em valor do {edifico} de A {Galera}, nos jardins do mesmo nome e que tem permanecido fechado durante 40 anos, começaram a finais do passado verão. Nesta atuação, com a que se converterá este imóvel uma sala de usos multiplos para acolher atividades culturais, se têm investido 848.685 euros, co-financiados pelo 1,5% Cultural (65%) e o próprio Câmara Municipal (35%). El prazo de execução das obras é de 8 meses, mas Mejías estimou que finalmente serão dez, pelo que a previsão é que o edifício reabra com seu novo uso o próximo mês de Agosto.

Las obras, que está realizando Construções e Restaurações Olivença, afetam ao exterior e ao interior do edifício. Já se tem terminado praticamente a renovação da coberta, para acabar com os problemas pelas filtrações e também com os que causava a vegetação. Além disso, se melhorarão os acessos através do jardim, redesenhando as rampas e substituindo o calhau rolado por outro de maior/velho grossura para facilitar o trânsito de cadeiras de roda e de pessoas com mobilidade reduzida.

«A jóia da coroa», como denomina o vereador de Turismo e Património à nave principal do edifício, recuperará a taxa do chão originalíssimo e manter-se-á o desenho de um mapa de Espanha que se realizou quando o imóvel se usou como colégio. Este espaço, com 30 metros de longo/comprido por 17 de largo e está dividido por cinco abóbadas de canhão, que se rematam em abóbadas de {crucería}, apoiadas por quatro colunas com {capiteles} diferentes, se manterá diáfano e será o que se utilize para concertos, conferências ou colóquios.

Nas salas do semicave, com bilhete por um lateral, se habilitarão uma pequena receção, os casa de banho e uma loja de lembranças. El edifício de A {Galera} se incluirá, uma vez reabilitado, nos percursos/percorridos das visitas guiadas que organiza a Pelouro de Turismo.

Esta atuação também inclui dotar ao imóvel de todos os fornecimentos básicos, dos que até agora carecia.

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