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Nem com água fervendo

 

Alejandro Vélez quando abandonava a sala de plenários/plenos na segunda-feira. - S. GARCÍA

Ascensión Martínez Romasanta Periodista
08/03/2020

Alguna vez o vereador de Limpeza, Alejandro Vélez, se tem gabado de que se ele não estivesse alguns não saberiamos de que escrever. Vai ter razão, porque de novo e a seu pesar protagoniza a informação local de Badajoz, pela insistência de Vox em expulsá-lo e a sua em ficar embora não o queiram os seus, pelo menos os que mandam aqui, nem a ele nem a seu assessor nem a seu auxiliar administrativo. Embora a verdade que subjaz em tudo o que está a acontecer é que a quem menos querem é ao assessor, Juan Antonio Morales, e este {desamor} arrasta a Vélez e a Antonio Pozo, a risco de que a formação de Santiago Abascal se fique sem representação na Câmara Municipal de Badajoz. Como têm que ser de graves as desavenças para que questões pessoais derivem em que o jogo/partido desapareça da instituição na qual está graças ao voto duns quantos cidadãos.

Porque isso sim está claro: se Vox o {echa}, Alejandro Vélez não vai a entregar sua ata de vereador, com o gosto que lhe tem pegado a suas responsabilidades municipais. Ele e os outros dois. Vélez não vai-se a deixar expulsar do jogo/partido pelo que se apresentou às eleições autárquicas nem com água fervendo e os seus sócios no governo municipal por enquanto lhe estão consentindo que esgote todas as opções antes de ficar como vereador não inscrito, que é o mesmo que trânsfuga, com o feio que resulta ter um pacto com um desses que não têm jogo/partido que os apoie e que não têm direito a nada: nem a gabinete, nem a auxiliar administrativo, tão somente a um mísero marcador no qual receber/acolher as convocatórias. Já se as {ingeniarían} para manter a Morales e a Pozo como assessores na Câmara Municipal, onde Vélez seguiria/continuaria com suas responsabilidades em matéria de decoro. Mas esta posição teria os dias contados: o que dure a legislatura.

Vox insiste em que Vélez está expulsado e o grupo dissolvido e que já não ficam mais recursos que apresentar. Mas o vereador de Limpeza não vai-se a ir do jogo/partido no qual tão saborosamente entrou e que o levantou como candidato à presidência da câmara municipal. Não vai fazer como o exporta-voz municipal de Ciudadanos, Luis García-Borruel, que se foi embora antes de que o {echaran} e nem sequer se defendeu. Vélez e seu advogado estão convencidos de que ainda não está tudo perdido e que existem mecanismos para reclamar, primeiro dentro do jogo/partido e depois, se a situação não muda, nos tribunais. Não vão a render-se facilmente. Se em Vox há um osso duro de roer que se tem empenhado em que estes três saiam do jogo/partido, enfrente encontrou uma vara de metal que não se submete facilmente. É compreensível. Os partidos políticos, como base do sistema democrático, deveriam dar exemplo precisamente de que os direitos de seus integrantes estão garantidos. Se a um o {echan}, que menos que dar-lhe a oportunidade de defender-se. Que saibamos, as razões da expulsão foram peregrinas. Se Vox não admite assessores, não deveria ter-los noutros câmaras municipais, onde sim se consentem. Tempo tem tido além disso, porque o assessor está contratado desde/a partir de o princípio da legislatura. Se querem {echar} a Vélez a toda costa, que alguém dê a cara e explique os motivos, que só/sozinho {veladamente} se conhecem e que têm mais que ver com desavenças pessoais e lutas de poder/conseguir.

O que não se entende é a reação do último plenário/pleno, que o vereador de Vox abandonou inesperadamente alegando que não se tinha incluído uma moção de seu grupo. Há quem o interpretou como um repto/objetivo a os seus sócios de governo, para recordar-lhes que graças a seu voto têm a presidência da câmara municipal e que a ata é sua. Com Vox ou sem Vox.