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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

{Montolieu}

Rosalía Perera
13/09/2017

 

A estrada principal direção Toulouse se abre a outra mais estreita onde os castanheiros {entreveran} o sol e formam um túnel verde, como o das garrafas de vinho ao {trasluz}. O letreiro que marca a chegada confirma o que parecia uma ilusão/motivação «{Montolieu}. O povo/vila dos livros». O carro o percorre devagar, sem querer {perturbar} o sono/sonho e não despertar completamente. Com a nariz colagem/colada à guiché {saboreo} os nomes duma livraria após outra: L´{Ambassade}, A {Rose} {des} {vents}, L´{Anachronique}… Não se ouvem ecos de rádios ou televisores, só/sozinho um silêncio {ahuecado} pelas bacias das mãos que sussurra ao ouvido o secreto da existência deste lugar. A praça/vaga tem uma igreja, um café, uma terreno amplo para jogar à bocha, uma árvore grande. As sinos tocam 12 vezes e o «Floresta animada» desperta: As cadeiras de ferro sobre/em relação a a {gravilla} se ocupam, {perfumándolo} tudo do cheiro a alcaçuz do {Ricard}. Os passeantes parecem {ingrávidos}, porque em lugar de carregar com o lastre de seus câmaras fotográficas, levam livros nas mãos que, abertos, {aletean} para levá-los longe. Um {Citroën} velho, cinzento, em seu lombo ostenta como divisa um gato sobre/em relação a um livro «{Librairie} Lhe {Dilettante}». Ao entrar, o contraste de luz cega; unicamente se percebe/recebe o cheiro da tinta impressa e nesses segundos de desconcerto os figurantes deste «{Show} de {Truman}» se {desperezan}: Ela está sentada num cadeirão desenvencilhado. Tem as pernas cruzadas, o {talón} ao ar e sua sandália sem decidir-se a cair, dançando com um pé que, culto, parece contar com seu ritmo, versos {alejandrinos}. Os livros se {apilan} em caixas de vinho do {Languedoc}, cobrem o chão e as paredes como um ser vivo protetor. Um Atlas de {Verne} ilustra suas viagens imaginárias, cartas de amor entre George Sand e {Chopin}… Ao sair, apenas levanta o olhar, {musita} um «{Au} {revoir}, {bonne} {journée}», ficando em seu mundo inalterado. Deixámos atrás o povo/vila, sem {atrevernos} a voltar a vista, por se o miragem tem desaparecido após nossos passos. {Regresaré} um dia para converter-me num dos extras que lêem em cada canto, para que o tempo se detenha e nem as páginas nem as forças se esgotem; num feliz exílio, num cultivado e maravilhoso País de Nunca Jamais.

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