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Merkel

 

JUAN MANUEL Cardoso
09/06/2020

Se poderão dizer muitas coisas de Alemanha e os alemães. Mas Alemanha é uma das grandes potências económicas do mundo e, certamente, o motor da União Europeia. Sua capacidade, seu influencia, seu afinco e sua produtividade como nação está fora de toda dúvida. E Angela Merkel, que abandonará a chancelaria alemã em Outubro de 2021, tem demonstrado, ao longo/comprido dos últimos quinze anos, que sua forma de governar não só/sozinho é diferente por eficaz, mas, além disso, tem espalhado tudo um leque de recursos na diplomacia, a arte da negociação e a reconstrução europeia. Se, uma reconstrução que já teve lugar há/faz pouco mais duma década e que regressa, se cabe, com maior/velho determinação para aliviar aos povos/povoações duma velha Europa cansada que, sendo referente cultural no mundo, se localiza no meio duma cada vez mais complicada e difícil influencia internacional. No entanto, sempre Alemanha, da mão de Merkel, acaba tirando um coelho da cartola, ouve aos mais débeis, aos pequenos (aconteceu com Grécia), tentando que a UE mantenha uma posição forte no mundo e não ceda às pressões russas, chinesas ou estado-unidenses. Possivelmente, quem melhor tem gerido no planeta a crise do coronavirus foi Alemanha e, com toda segurança, quem deu exemplo de medidas contundentes, vigilância extrema, controlo sociosanitários e ajudas eficazes aos sectores mais prejudicados. Foi Alemanha com uma Merkel que não tem necessitado intermináveis alocuções nem porta-vozes perdidos na nevoeiro, mas contrastados peritos para enfrentar uma crise que se anunciava intratável. Por mulher, por cientista, por saber muito bem que é viver baixo/sob/debaixo de o comunismo, por conhecer os perigos do populismo, por sua envergadura política, por sua liderança europeia e pela inata condição alemã de ser fortes diante da adversidade, já não {confío} nem nos próprios nem nos forasteiros, só/sozinho em suas ideias democratas cristãs, em seu europeísmo certo e em a sua vontade férrea porque os povos/povoações mais vulneráveis -e Espanha o é- possam sair a flutue deste desastre que, a pouco/bocado que deixemos em más mãos, pode enterrar-nos para sempre. Só/sozinho Merkel pode voltar a salvar nossa economia, nossa estabilidade social e nosso futuro. Uma gigante da política –e com ela, os sociais-democratas- para uma Espanha fraturada e vulnerável.