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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

«Me sentirei legitimado como presidente da Câmara Municipal porque a legitimidade é de quem soma»

A. M. ROMASANTA
22/07/2019

 

Tiene a facilidade de palavra de um advogado, profissão que o vereador de Ciudadanos Ignacio Gragera (Badajoz, 1982) tem que conciliar com suas obrigações no Câmara Municipal De Badajoz como primeiro tenente de presidente da Câmara Municipal, porta-voz do governo de coalizão e vereador de Desenvolvimento Económico e Atração de Investimentos, Comércio e Relações com Portugal, para além de ser deputado provincial. Se se cumpre o acordo com o PP, dentro de dois anos será o presidente da Câmara Municipal.

-Passou um mês desde a tomada de posse mas lhes tem costado organizar-se.

-É verdade que houve um processo que foi longo/comprido, mas já estamos trabalhando e tentando pôr em prática parte dos projetos que nós trazíamos à Câmara Municipal, conhecendo os serviços e ao pessoal, e mais em profundidade os trâmites que implica a Administração.

-¿Com este governo de coalizão o programa é único? ¿Quem marca as prioridades?

-O acordo programático que temos de 30 pontos é bastante interessante e benéfico para a cidade e também ambicioso, porque inclui não só/sozinho atuações exteriores mas também de gestão interna. Ser feito este acordo programático que nós temos assinado com o PP suporá uma mudança importante e um impacto benéfico na cidade.

-Na campanha eleitoral você disse que na Câmara Municipal {Cs} seria motor da mudança. ¿Este é a mudança ao que se referia?

-É uma mudança. É a primeira vez que uma câmara municipal como o de Badajoz tem um governo partilhado e que duas forças políticas dirigem uma cidade e terá que acordar as políticas porque nenhuma vai a poder/conseguir impor seu critério de maneira unilateral. Sim é uma mudança porque foi fruto da negociação.

-Insiste em que são dois as forças políticas. ¿Como pode negar que existe um governo tripartido? ¿Onde deixa a {Vox}?

-Já o dissemos. O acordo que nós temos assinado é público e é com o PP. Além disso a Junta de Gobierno da Câmara Municipal está formada por estes dois partidos. Para além de tudo isso o único que queremos é trabalhamos/trabalhámos e falar de futuro e não do passado.

-¿Segundo você, qual é o papel de {Vox}, cujo vereador tem responsabilidades de governo?

-É uma força política que está dentro do Câmara Municipal à que o presidente da Câmara Municipal tem delegado uma série de questões. É uma decisão de presidente da Câmara Municipal mas nós {consideramos} que o governo da cidade está conformado pelo PP e {Cs}.

-Se o vereador de {Vox} não está no governo, ¿está na oposição/concurso público?

-Bom, isso não me corresponde a mim dizê-lo. Terá quem tem sua opinião formada, mas mantemos esta posição e outras questões não dependem de nós.

-¿Se vê sendo presidente da Câmara Municipal dentro de dois anos?

-Sim, em princípio esse é o pacto ao que se chegou e a partir de agora nos toca trabalhamos/trabalhámos a quatro anos vista. Em dois anos, quando se produza a demissão do atual presidente da Câmara Municipal e se leve a efeito o pacto, eu {encabezaré} a candidatura de Ciudadanos e entendemos que sim sairá adiante.

-Necessitará o voto de {Vox}

-Necessitamos 14 votos. Agora nos toca trabalhamos/trabalhámos e em dois anos teremos que sentar-nos com todos e convencer de que a candidatura que presente {Cs} é a que merece a confiança do plenário/pleno.

-¿Se sentirá legitimado como presidente da Câmara Municipal com tão somente 4 vereadores numa corporação de 27?

-Isto é um governo partilhado. Somos 13 vereadores e a legitimidade vem de quem soma. Se {conseguimos} somar, dentro de dois anos me sentirei totalmente legitimada porque a equipa não vai a mudar. Nós temos um pacto de 4 anos com o PP independentemente de quem seja a figura do presidente da Câmara Municipal. {Confío} em que a equipa funcione os dois primeiros anos e os dois últimos.

-Quando você seja presidente da Câmara Municipal, o de agora não estará na Câmara Municipal.

-Não deve ter nenhum tipo de problema. A equipa será o mesmo. Entrará Pomba Morcillo, que está já aqui (é pessoal de confiança). Estamos trabalhando juntos e em dois anos não se deve notar que o atual presidente da Câmara Municipal não siga/continue na Câmara Municipal.

-¿Acredita que os votantes de {Cs} entendem este acordo?

-Sinceramente acredito/acho que sim. De facto o motivo pelo qual nós {alcanzamos} este acordo foi pensando em nossos votantes. Tivemos que fazer uma análise e {llegamos} à conclusão de que preferiam este acordo com o PP entrando na Câmara Municipal e tentando mudar dinâmicas de gestão e introduzir ideias, sem que fora uma mudança tão brusco como com o PSOE.

-¿Não acredita que lhes passará fatura nas próxima eleição?

-Não o sei. O tempo o dirá. Em 4 anos, se a cidade melhorou, se está melhor gerida e as pessoas tem a sensação de que tem avançado, o porá a manifesto nas urnas.

-¿Aspira a uma longa corrida/curso política?

-Não o sei. Não é o que um se apresente mas onde os cidadãos o ponham. Nos {planteamos} a política neste mandato e a partir de aí e segundo o que decidam os votantes dentro de 4 anos, já veremos se continuamos ou não.

-¿Mas gostaria de?

-Pois não o sei. Levamos muito pouco/bocado tempo aqui. Isto é uma vocação de serviço público e se {conseguimos} pô-lo em valor te dá um empurre para poder/conseguir continuar.

-¿Que aconteceu com o PSOE para não chegar a um acordo quando estavam prestes a assiná-lo?

-Não teve nada que o impedisse. Foi uma reflexão nossa, muito meditada, sobre/em relação a o que queriam nossos votantes. O grupo de vereadores pensamos que a melhor decisão que refletia a intenção dos nossos votantes e nosso projeto era esta.

-O PSOE defende que seus projetos coincidiam.

-Eram coincidentes em parte mas não noutra parte. O PSOE apresentava investimentos que eram muito custosas, difíceis de manter, não nos saíam os números e quando os pedimos, não os tinham factos/feitos.

-Eles negam que fossem a subir os impostos.

-Mas quando lhes {planteamos} como manter os investimentos não souberam responder e a única maneira era, obviamente, embora eles digam que não, através de uma subida de impostos.

-Com o PSOE não teriam necessitado o voto de {Vox}.

-Não estamos aqui para estar cómodos nem numa posição de vantagem. Queremos pôr em prática nossas políticas, ser partícipes da atividade municipal, falar de futuro e de projetos.

-Também desmente o PSOE que pusesse sobre/em relação a a mesa a libertação de 16 vereadores, mas lhes ofereceram repartir as áreas entre os 16.

-Eu me {reafirmo}. Eles dizem que não e eu me {reafirmo} em que esse foi o oferecimento.

-¿Lhe ofereceram revezar-se na presidência da câmara municipal, como o PP?

-Não, isso já não vou dizer se se ofereceu ou não. Temos que deixar de falar de passado.

-O cidadão tem vista um distribuição de poderes e de cadeirões mais que um acordo de projetos.

-O que se firma/assinatura/assina é um acordo programático e depois de governo, fruto da negociação.

-¿Serão críticos desde dentro?

-Obviamente. Isso nos {compete} a todos, a autocrítica e saber em que se pode melhorar. Vamos a gerar um prémio de debate graças a que têm terminado o bipartidarismo e os governos monocor. Pôr em comum diferentes opções dentro de um mesmo governo vai a ajudar a que todos {mejoremos}, sem dúvida.

-¿Contarão com a oposição/concurso público?

-A ideia que temos desde o princípio é estar dispostos a falar de tudo com lealdade. Mas necessitamos que tenha um esforço por parte da oposição/concurso público, tentar descontrair o tom, a tensão, que deixem de insultar-nos e faltar-nos o respeito. Agora parece que somos terrivelmente maus, mas até faz três semanas teriam estado encantados de que {formásemos} parte duma aliança.

-¿Sabe português?

-{Falo} {um} {bocadinho}. Minha família política é portuguesa. Além disso estive jogando a râguebi um par de anos em Portugal.

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