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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Mais de um centena de pessoas se concentram pelo fecho do {COC}

{Utrera} afirma que a não renovação do contrato é «uma represália política»

B. C. badajoz@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
07/01/2019

 

Convocados de maneira espontânea através das redes sociais e mensagens de {Whatsapp}, mais de um centena de pessoas se concentraram ontem à tarde às portas do Centro de Lazer Contemporâneo ({COC}) para protestar por seu fecho, pois supõe «uma punhalada mais à cultura urbana» da cidade, bem como para mostrar seu apoio a seus até agora gestores, Ricardo Utrera e {Asun} Sánchez.

Como já adiantou este diário/jornal na sua edição de ontem, o {COC} fecha após 13 anos funcionando como espaço cultural em São Roque. Utrera insistiu na «falta de vontade» da Câmara Municipal para dar uma solução à relação contratual entre as partes, dado que desde o 2017 o contrato de aluguer se tem ido renovando mês a mês, uma situação que fazia «inviável» o projeto, com o que deixou claro que eles queriam continuar.

Neste sentido, lamentou que a câmara municipal se escude num problema «administrativo» para não poder/conseguir alargar o contrato quatro anos, como se tinha vindo fazendo desde o 2006. No seu entender, com esta atitude a câmara municipal dá a entender tratar-se de «uma represália política» contra os responsáveis do {COC}, pois, segundo assegurou, a negativa a seguir/continuar com o mesmo regime de arrendamento se produziu quando ele ocupou a secretaria de Organização do PSOE local. «Não {comulgamos} com a opção política que há na Câmara Municipal, mas como espaço cultural nunca fizemos {partidismo} e sempre demos cabida a forças políticas, sindicais e sociais de todo o tipo», defendeu.

A vereadora de Cultura, Pomba Morcillo, como também recolheu este diário/jornal, explicou que, segundo as notas informativas da assessoria jurídica e a secretaria municipal, renovar o contrato por outros quatro anos «não se ajusta à lei». Também, assinalou que se lhe ofereceu a Utrera assinar um contrato por um ano até que a exploração das instalações se tirem a concurso público. O empresário assinalou que oficialmente não se lhe propôs nada, embora também não um ano seria suficiente.

À concentração, que concluiu com um longo/comprido aplauso, assistiram o porta-voz municipal socialista, Ricardo Cabezas, vários de seus vereadores, e o vereador não inscrito Luis García Borruel. Os até agora gestores do {COC} agradeceram o apoio aos presentes, a aqueles que se o transferiram através de inumeráveis mensagens nas redes sociais e ao público que os tem acompanhado durante estes 13 anos «de música, teatro, cinema e cultura em geral».

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