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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

A indecisão

Ascensión Martínez Romasanta Periodista
10/09/2017

 

Voy a contextualizar para tentar que se entenda o {sinsentido} que tem precedido à indecisão da Câmara Municipal e à demora da Junta de Extremadura no assunto da alargamento do horário dos estabelecimentos de hotelaria durante a celebração de A Noite em Blanco. Toda festa que se celebra no Centro Histórico (que são todas as desta cidade) chega precedida da advertência de um grupo de vizinhos/moradores que alerta às administrações de que este ambiente está declarado como Zona Saturada de Ruídos. São poucos, mas embora fosse só/sozinho um, a lei o ampara, os responsáveis de governar o sabem e daí vem o problema. Em meados de Agosto, a Confederação de Empresários de Turismo da Extremadura ({Cetex}), que representa a um nutrido grupo de hoteleiros, enviou à Junta de Extremadura o pedido para que os estabelecimentos associados pudessem abrir duas horas mais essa noite. Como o mês é {inhábil}, não tinha ninguém sentado à mesa de quem tem que tomar a decisão. Dois dias antes da festa, os negócios ainda não sabiam até que hora poderiam permanecer abertos. A questão não é fútil, pois desta petição/pedido dependia que tivessem que encher mais ou menos seus frigoríficos, os barris que deviam pedir aos seus fornecedores e os contratos de pessoal extra.

A decisão depende da Junta, que se dirigiu à Câmara Municipal para solicitar um relatório/informe sobre/em relação a o horário conveniente. A resposta do governo municipal não tinha desperdício, pela {vaguedad} que transmitia, a ausência de determinação e fundamentalmente, por sua ambiguidade. O governo do PP já tinha decidido que neste ano as atividades de A Noite em Blanco terminariam às 3 da madrugada, em lugar de às 4, como em edições anteriores, por respeito precisamente no descanso dos vizinhos/moradores do Centro Histórico, que estão com as {pestañas} em alto. Sendo assim, se previa que a postura da Câmara Municipal não seria a favor portanto da petição/pedido de {Cetex}. No entanto, a perguntas deste diário/jornal para conhecer sua posição, respondeu laconicamente que «não se opunha». ¿Não se opõe a que?. «Ao que pede {Cetex}». Estranhava, mas assim respondeu três dias antes de A Noite em Blanco. A secretária geral de Política Territorial e Administração da Junta enviou um escrito/documento à Câmara Municipal solicitando seus argumentos. Com data 31 de Agosto (a Noite em Blanco celebrou-se o 2 de setembro), a primeira tenente de presidente da Câmara Municipal, María José Solana, em qualidade de presidente da Câmara Municipal em funções, dirigiu a seguinte resposta à secretária geral: «Tendo's recebido resolução dessa secretaria-geral, de data 30 de Agosto de 2017, em relação à alargamento de horários dos estabelecimentos hoteleiros da cidade de Badajoz, participantes no evento cultural A Noite em Blanco, cujo horário de celebração decorre entre as 21.30 horas do dia 02 de setembro de 2017 e as 03.00 horas do dia 03 de setembro de 2017, este Câmara Municipal através de seu presidente da Câmara Municipal, não se opõe à alargamento de horários solicitada, até à finalização do evento descrito». De impossível {compresión}. Nem o advogado de {Cetex} sabia a que ater-se. Deste escrito/documento se deduzia que os bares só/sozinho poderiam abrir até as 3 da madrugada, que não era o que pedia a hotelaria. Mas no dia seguinte, um dia antes de A Noite em Blanco, a Câmara Municipal retificou e do texto anterior apagou as últimas linhas para esclarecer que solicitava o alargamento até as 4 da madrugada «em aras a facilitar a terminação faseada de todos os atos relacionados com a referida noite». Não se entende esta indefinição até última hora. Ou se calhar sim.

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