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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de dezembro de 2018

A habitação para pais com meninos no Materno chega a ter lista de espera

Desde Novembro passado se têm alojado nela 27 famílias procedentes de localidades afastadas. Houve usuários que têm permanecido quatro meses porque a situação do seu filho o requeria

A. M. ROMASANTA lcb@elperiodico.com BADAJOZ
11/06/2018

 

Era uma prestação necessária e está cumprindo sua função. Prova de isso é que a habitação destinada a familiares com meninos ingressados no Hospital Materno Infantil de Badajoz chegou a ter lista de espera. Este espaço de acolhimento temporal funciona desde o 3 de Novembro do ano passado numa casa de Cidade Jardim, dirigida pela companhia Filhas da Caridade de São Vicente de Paúl, a mesma congregação que se encarrega do refeitório social da rua Martín Cansado. O serviço pôs-se em marcha mediante um convénio com o Servicio Extremeño de Salud (SES). Até à semana passada, por esta habitação passaram 27 famílias que tinham meninos hospitalizados.

Na maioria dos casos, se alojam duas pessoas por doente, que vão revezando, embora às vezes só/sozinho um, mas não é o menos habitual. Trata-se de uma habitação unifamiliar que conta com dois plantas com vários quartos de banho, espaços comuns como a cozinha e a sala e cinco quartos independentes (três {dobles} e dois individuais). Um deles dispõe de berço, que neste tempo chegou a utilizar/empregar-se por uma mãe que tinha a um menor ingressado no Materno e lhe estava a dar o peito a outro filho.

A habitação funciona mediante um convénio de colaboração com o SES de forma que as trabalhadoras sociais do hospital detetam os casos ou as famílias se aproximam a elas, que realizam uma avaliação para comprovar que cumprem os requisitos para aceder a este alojamento. O principal é que procedam doutras localidades da região e não tenham suficiente rede familiar para revezar-se e poder/conseguir ir e voltar a seu município de origem.Estes pais têm a sua disposição, como o resto de parentes de doentes hospitalizados no complexo Infanta Cristina, a residência de familiares Martín Caballero, situada junto ao Infanta e a faculdade de Medicina. Mas está a uma distância de 3 quilómetros do Materno, pelo que não é uma opção para os pais de meninos ingressados que querem estar perto de seus filhos e além disso o transferência lhes pode apresentar problemas. Por outro lado, no caso de bebés prematuros, as mães têm que estar cada três horas e estão constantemente indo e vindo ao hospital. A habitação das Filhas da Caridade está a 5 minutos do Materno. Procurar outro alojamento supõe aos pais uma despesa enorme porque teriam que ficar num hotel ou alugar um apartamento.

A habitação de acolhimento está quase sempre cheia. Houve semanas com menos usuários, mas chegou a ter lista de espera. O tempo de uso varia. Uma família permaneceu durante quatro meses, pois se dão situações muito complicadas. Esta prestação não tem limite de tempo, embora se revê quando decorrem três meses. «Se vemos que a situação é clara e que o menor necessita estar hospitalizada, não se lhes diz nada», explica a responsável, María Antonia Torregrosa. As circunstâncias são muito diversas. Os pais com meninos na {UCI} ocupam os quartos {dobles} porque o menor não tem quarto onde possam ficar à noite seus familiares. Se não tivessem esta opção, teriam que permanecer na sala de espera. Quando o doente ingressa na planta, um dos pais já fica com ele e o outro tem acesso para descansar nesta habitação e se revezam. Para eles se utilizam os quartos individuais. Se deram casos também nos que a mãe esteve ingressada porque tem tido problemas no parto e é o pai o que se aloja.

Na habitação se podem ficar ao mesmo tempo 10 pessoas. Os alojados têm direito a cozinha e podem lavar sua roupa. Não lhes proporcionam os produtos de asseio pessoal mas sim as lençóis e toda a roupa de cama. Nestes momentos o SES não dá nada material. Trata-se de um convénio de colaboração e ambas partes reúnem-se periodicamente para tentar melhorar a assistência. A coordenação é diária pois se comunicam os quartos que vão ficando livres e a procura. Os usuários têm chave e somente existe um horário para facilitar a limpeza: devem sair de segunda-feira a sexta-feira, entre as 9.00 e as 12.00 horas.

A congregação ocupa a habitação anexa à de acolhimento. María Antonia Torregrosa assinala que se tem demonstrado que era um recurso muito necessário. As trabalhadoras sociais se tinham {percatado} de que tinha que procurar uma solução, pois muitos pais não queriam alojar-se longe de seus filhos.

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