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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

{Fragoso} defende que há festas que só/sozinho se entendem no Centro Histórico

O presidente da Câmara Municipal afirma que a Mesa do Ruído se reunirá «em breve» com a câmara municipal de interlocutor. Nega que queira privatizar Parques e Jardins e acredita que o fogo na alcáçova foi intencionado

A. M. ROMASANTA lcb@elperiodico.com BADAJOZ
06/09/2017

 

O presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Francisco Javier Fragoso, anunciou ontem, a perguntas da imprensa, que «em breve» se reunirá a Mesa do Ruído, que por primeira e última vez se convocou há um ano com a intenção de apresentar medidas para tentar conciliar os direitos à diversão e no descanso. Fragoso assinalou que na negociação entre vizinhos/moradores afetados e hoteleiros, a Câmara Municipal deverá exercer de «interlocutor ou {canalizador}» dos acordos que se possam alcançar.

Neste sentido, o presidente da Câmara Municipal assinalou que dado que quando se celebra alguma festa surge a polémica, é necessário procurar soluções para «a convivência» e recordou que pela vontade da Câmara Municipal uma parte do Centro Histórico está declarada Zona Saturada de Ruídos, que nestes momentos está em processo de estudo para sua terceira renovação para limitar o número de licenças de atividades geradoras de ruídos. Em todo o caso, Fragoso defendeu que nesta controvérsia deve primar o sentido comum, e como há coletivos que defendem o transferência dalgumas festas a outras zonas da cidade, manifestou que «está claro que ninguém entenderia que estas festas não estivessem localizadas no coração da cidade» pois além disso, «permitiram que muitas pessoas se aproxime». Assim, assinalou que há celebrações como A Noite em Blanco que, embora geradora de ruído, «dão a oportunidade (ao Centro Histórico) de que se regenere, se tenha outra visão e se lhe dê potencia de atividade económica». Se bem também defendeu que «não se pode permitir que fim-de-semana após fim-de-semana e sem desculpas os vizinhos/moradores tenham que sofrer os ruídos, o que vai contra da regulamento».

Calmo, tranquilo, em tom repousado e didático, muito afastado do ambiente crispado de faz uns meses, o presidente da Câmara Municipal respondeu ontem a todas as perguntas da imprensa sobre/em relação a temas que foram notícia este verão. Em relação ao manutenção dos parques e jardins da cidade, cujo abandono denunciaram este verão diferentes coletivos e também a oposição/concurso público municipal, alertando da possível intenção da Câmara Municipal de privatizar o serviço, Fragoso deixou claro que a equipa de governo não pretende modificar o atual modelo do serviço, que é misto, onde há zonas atendidas por empresas privadas, como a margem direita do rio e o parque de Três Arroios, enquanto os jardins «centrais» da cidade são responsabilidade do serviço municipal. «Minha ideia é seguir/continuar com o mesmo modelo», enfatizou.

Por outro lado, assinalou que nada tem a ver o funcionamento deste serviço com a proliferação de pasto na encosta da alcáçova, cujo {desbroce}, segundo manifestou, é complicado por sua situação íngreme e rochosa. Fragoso reconheceu que temos de procurar uma solução, que na sua opinião poderia ser empregar algum herbicida, a não ser que se optasse como fazem em Elvas por meter rebanhos de cabras e de ovelhas, mas considerou que não é uma medida adequada no centro da cidade. Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal comentou que se está investigando a origem do último incêndio, pois disse estar «convencido» de que foi «intencionado».

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