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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Engessados (e II)

FERNANDO VALDÉS Arqueólogo
11/09/2017

 

Uma das cadeiras arqueológicas pendentes na cidade de Badajoz é a elaboração de um catálogo de falsos {despiezos} de silhares, dos representados nos acabados exteriores dos nossos prédios históricos. Desde o período {almohade} (s. XII), como pouco/bocado, até à atualidade foi um modo de impermeabilizar e embelecer as construções e, por uns motivos ou outros, de dissimular o fraca dos materiais de construção. Por isso era muito interessante ser feito uma análise dos antigos da igreja de São Agustín, a antiga {aljama} de {Batalyaws}. Espero que, pelo menos, se tenha datado o que {quedase} debaixo do {etnológico} recém aplicado. E digo {etnológico}, porque é um expoente dos usos ad hoc da Olivença atual. Parece que tinha alguma parte mais antiga, mas o acabado da torre não esclarece nada. É de esperar que o relatório/informe arqueológico o faça. ¿Para que se não o seguimento? ¿Se tem podido saber porque é que se murou a porta recém descoberta? ¿Em que data se fez? ¿Tem algo que ver isso com a união do templo à torre, originalmente separados, e com a colocação da monumental capa? ¿E a esteira sepulcral medieval? ¿Há alguma indicação de sua procedência, aceitando que não pôde lavrar-se antes de 1230? Seria de desejar uma explicação como exigem os cânones académicos. Não como os mornos e cínicos administrativos.

Tenho para mim que detrás de os dois projetos de restauração do exterior da igreja há uma clara intenção: eliminar os argumentos materiais que demonstram sua antiga condição de mesquita. ¿Foi capaz o seguimento arqueológico de completar ou de refutar algum dos argumentos técnicos já publicados? Em minha opinião, os processos –necessárias- não explicariam o bárbaro {nivelado} externo da capela da {Epístola}, que se fez sem estar contemplado no projeto das cobertas. ¿Se tem tentado procurar o primitivo acesso da torre? Seria importante para determinar se foi um {alminar}. Ou disso se estava também isento, por ter-se realizado a obra com dinheiro de paroquianos. Que, de resto, não é um mérito. É uma obrigação. Como a de todos os vizinhos/moradores nos demais imóveis do Centro Histórico.

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