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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Ego

JUAN MANUEL Cardoso
12/09/2017

 

O desporto nacional não é o futebol mas a capacidade inata que {desarrollamos} as pessoas para procurar erros, diagnosticar problemas, criticar tudo o possível e encontrar culpados. Somos assim e, em cima, estamos orgulhosos de isso. Sempre se disse que o dinheiro ou o sexo moviam o mundo, originavam cataclismos, convocavam revoluções e transformavam povos/povoações. Não obstante, talvez tenha algo mais profundo e determinante: o ego. Numa sociedade de insatisfeitos, {hedonistas}, {acomplejados} e solitários, alimentar o ego tornou-se numa urgentíssima necessidade que, além disso, e graças às redes sociais, resulta simples. Antes, o ego só/sozinho se alimentava com a família ou os amigos, no trabalho ou no bar. Fartos os primeiros, com ameaça de retirar-nos a fala os segundos e temendo que nos {echaran} do bar por cansativos, a rede social permite seguir/continuar moendo até ao infinito e para além. Nada novo, só/sozinho mudou de embrulho/envoltório para que alguns sigam/continuem instalados no básico sem ser capazes de aceder ao substancial. Um colega me disse faz muito tempo que o bom não vende, que só/sozinho interessa o mau, a crítica, o grosseria, o desvio, embora seja intraascendente, minoritário e temporal. Pois, {ea}, que me tenho atirado ao lama. Passei umas semanas passeando e observando o parque do Guadiana em sua margem direita (já, já terá tempo de tirar-lhe ponta à margem esquerda) e só/sozinho tenho visto centenas de gansos que se {cagan} no passeio, sujando-o tudo, comendo's o relva, cidadãos que lhes dão de comer estando proibido, amantes dos cães que os levam soltos alegres pela pradaria quando as ordenanças municipais lhes obrigam a que os levem sujeitos ou com essa correias que se estendem e estendem e estendem até que se convertem em batota/logro mortal para o resto, ciclistas correndo o tour de França, patinadores que usam aos peões como obstáculos a sortear, meninos que jogam com os {aspersores} para molhar aos passeantes, insaciáveis comilões de cachimbos cujas cascas não recolhem/expressão, merdas de cão que se deixam onde foram plantadas com a papeleira ao lado e, em fim, uma experiência tortuosa mas gratificante porque tenho descoberto que eu não sou assim e que a Câmara Municipal tem a culpa de tudo. {Encontré} meu destino. {Seguiré} passeando pela cidade.

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