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O cubículo

 

Cartaz de Ciudadanos na porta do gabinete que ninguém quer. - EL PERIÓDICO

Ascensión Martínez Romasanta Periodista
16/02/2020

Um tema deixa de ser menor se se converte num verdadeiro problema. Para desacreditar ao grupo municipal de Unidas Podemos em Badajoz há quem criticou a importância que seu porta-voz, {Erika} Cadeias, lhe está a dar a sua localização no palácio municipal, alegando que este interesse/juro repentino por conservar seu gabinete vai em perjuízo/dano de seu estreitamente político. Não {acabo} de entender porque é que.

O espaço que um grupo municipal ocupa para poder/conseguir realizar o seu trabalho de representação cidadã não seria um assunto de interesse/juro informativo se estivesse decidido com normalidade e não tivesse proporcionado em polémica, como assim ocurreu. Para o grupo municipal de Unidas Podemos tornou-se numa questão de dignidade e está em seu direito, porque este posicionamento não é subjetivo se se conhecem as circunstâncias que têm derivado na atual situação.

Quando o bipartidarismo era proprietário das instituições, os grupos com representação política no Câmara Municipal De Badajoz gozavam de largos espaços na primeira planta do edifício consistorial. Só/sozinho estavam PP, PSOE e IU. Faz dois legislaturas adequaram três novos e confortáveis gabinetes na segunda planta, no que se conhecia como o {palomar}. Algum o interpretou como um afastamento da atividade diária em palácio, mas o certo é que também o PP se transferiu às novas estadias. Se habilitaram três: cada um dividido em dois espaços, para o auxiliar administrativo que cada grupo tem e para os vereadores. Além disso, se {acondicionó} uma recolhida sala de reuniões comum, com uma parede {acristalada} para uso de todos os grupos. Na legislatura passada se incrementaram os partidos com presença municipal. Entrou Ciudadanos e já não tinha vazio na planta segunda, mas como os da formação laranja se encostaram ao PP, ocuparam um gabinete dobro na primeira, o que facilitava além disso a comunicação entre os sócios. Tendo em conta em que derivou a relação, seguro que se {arrepintieron}.

Nesta legislatura tem entrado outro jogo/partido, Vox. Já são cinco e na segunda planta só/sozinho tinha sítio para três. Por isso decidiram reorganizar o espaço comum, fazer desaparecer a sala de reuniões partilhada e preparar outro gabinete na mesma superfície. Unidas Podemos ocupou o de seus antecessores, Podemos Recuperar Badajoz, que com anterioridade foi de Izquierda Unida, por herança natural e lógica. Como os de Ciudadanos governam em coalizão, seus quatro vereadores têm gabinetes próprios, embora o grupo como tal carece de um aposento como os demais, uma necessidade urgente tendo em conta além disso que a formação laranja também não tem sede na cidade. Os demais partidos sim se custeiam as suas. O porta-voz e futuro presidente da Câmara Municipal, Ignacio Gragera, ocupou o que antes tinha Ciudadanos e a Vox lhe procuraram outro sítio na segunda planta, não demasiado afastado do resto dos grupos, com dois gabinetes, um para o auxiliar administrativo e outro para o vereador que se ocupa de Limpeza e Povoados, que além disso tem outro em {Pardaleras}. Com a obra resultou um pequeno cubículo que Ciudadanos chegou a ocupar. Prova de isso é que colocou seu cartaz na porta. Mas não deveu cumprir suas expectativas e reivindicou o que considera que lhe pertence por supremacia. Chamou à porta de Unidas Podemos para que seja este grupo o que faça as malas e se transfira ao pequeno gabinete que ninguém quer. Será um tema menor, mas pode interpretar-se como um ato de humilhação. Se o critério de eleição é por representatividade, a formação {morada} obteve mais votos que Vox. Mas claro, a estes qualquer os move.