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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

Cruzadas (I)

FERNANDO VALDÉS Arqueólogo
22/04/2019

 

A história das Cruzadas tem provocado sempre uma grande curiosidade. Em parte por motivos religiosos, em parte culturais e até políticos. A chegada violenta a Palestina -se dissimula chamando-la Terra Santa- daqueles estrangeiros enfeitados com a cruz, que iam cheios de fé a recuperar os santos lugares do cristianismo duma hipotética opressão provocada pelos infiéis, neste caso muçulmanos, tem originado rios de tinta e também poderíamos dizer quilómetros de {celuloide}. Porque não deve esquecer-se o papel desempenhado pelo cinema, especialmente anglo-saxónico, na criação do imaginário sobre/em relação a aqueles factos/feitos, tão distantes na prática e tão próximos na propaganda.

Pois bem, as Cruzadas não foram o que se diz. Resulta difícil estabelecer uma única causa para explicá-las, mas, fuera dos terríveis factos/feitos que provocaram, deram lugar a um intercâmbio de ideias e de conhecimentos de muito largo impacto, especialmente em Ocidente. Se {exceptuamos} a Península Ibérica e parte da atual Itália o mundo europeu apenas conhecia o que era o mundo do Mediterrâneo Oriental, onde não só/sozinho tinha principados árabes e turcos, mas também um império {bizantino} e um reino arménio, cristãos. Com as Cruzadas o contacto se produziu a grande escala e o refluxo daqueles invasores deu lugar a mudanças notáveis na Europa, especialmente e antes que nada no campo do {castrense}. A experiência lhes tinha ensinado muito. Se calhar por isso a perceção desses acontecimentos históricos tem tido um predominante rumo militar. Não devesse ser assim. Na verdade, o primeiro que se imitou foi a tecnologia árabe e {bizantina}. Bem é certo que esta teve um imediato uso militar, mas não só/sozinho. Também civil. Às provas me {remito}. O {cimborrio} da catedral de Zamora, reino de León, tem um indiscutível ar {bizantino} –reconhecido pelo professor {Gómez}-{Moreno}-. E outro tanto/golo acontece com as portas de Toledo, as mais evoluídas de seu tempo em nosso chão e em matéria {poliorcética}-. ¿Como afetaram as Cruzadas a Badajoz? O vou contando, porque também seu fôlego chegou aqui. Vamos ver se, de passagem, se deixa de falar dessa parvoíce da alcáçova maior de Espanha. Isso é algo irrelevante.

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