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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 11 de dezembro de 2018

Os companheiros do menor eletrocutado reclamam um bairro «seguro e limpo»

A família pede ajuda para enfrentar as despesas em Madrid e assegura que denunciará o sucedido. Alunos do Fátima e vizinhos/moradores se concentram para expressar seu carinho ao menino, que continua na {UCI}

B. C.
12/06/2018

 

Los companheiros de {Anael}, o menino de 13 anos que no passado 4 de Junho sofreu dois descargas elétricas num transformador localizado no parque Pai Eugenio (La Viña), entre o {Gurugú} e a Uva, foram aqueles que ontem levantaram a voz para reclamar um bairro «seguro e limpo». Fizeram-no num ato organizado pelo colégio Nossa Senhora de Fátima, onde estuda o menor ferido, com o que professores, alunos e pais quiseram mostrarle seu carinho e desejar-lhe seu {pronta} recuperação. À concentração, no pátio da escola, assistiram os pais de {Anael}, que ouviram muito comovidos as palavras dos amigos do seu filho, bem como outros familiares e representantes dos coletivos sociais dos bairros do ambiente.

Quatro alunos tomaram a palavra, para em nome do resto da comunidade educativa, denunciar os riscos com os que convivem diariamente nos lugares onde residem e jogam: ruas com buracos, acerados levantados, {alcantarillas} sem tapas, grades quebradas, bichos e erva nos espaços públicos, postes de iluminação com o cablado ao ar, pistas desportivas em mau estado, parques descuidados e com baloiços estragados e falta de iluminação. Foram alguns dos problemas que enumeraram e para os que exigiram uma solução urgentíssima.

A emoção embargou a todos os presentes quando um amigo do menor ferido recordou que {Anael} esteve prestes a perder a vida por «jogar como um menino» e que noutro bairro da cidade tivesse sido «impensável» que pudesse acontecer algo assim «porque os transformadores estão bem fechados», disse. «Eu não tenho a culpa de que aqui tenha mais atos vandálicos, eu só/sozinho sou um menino que quer fazê-lo bem o dia de amanhã», acrescentou o escolar, quem reclamou que para isso necessita que o lugar onde vive seja seguro. Durante o ato também se quis destacar a intervenção dos bombeiros e os polícias locais que resgataram ao menino após ficar apanhado no transformador, «porque graças a eles está vivo».

Los escolares levavam vários cartazes de apoio ao seu companheiro, que continua ingressado na {UCI} da Unidade de Queimados do hospital de La Paz em Madrid. Embora sua vida não corre perigo, segundo confirmaram seus tios, {Mikael} Remédios e Fátima Da Fonseca, seu estado continua a ser grave, já que tem queimaduras na face, mãos e cabeça, se lhe mantém a respiração assistida e o risco de infeções é muito elevado. Com ele estão uma vintena de familiares, que dormem «no chão e carrinhas» porque não podem fazer frente aos despesas que supõe sua estadia ali. Neste sentido, os tios do menino pediram ajuda à Junta de Extremadura e à Câmara Municipal, para que lhe {sufragen} o alojamento e a manutenção, pois a recuperação de {Anael} «vai ser muito lenta» e deverão permanecer muito tempo em Madrid. «Podem ser dois meses, três ou um ano», lamentaram os familiares, aqueles que criticaram que a família não tenha recebido nenhum tipo de apoio apesar de sua delicada situação económica.

«Comem graças a que desde Badajoz lhes {mandamos} dinheiro», assegurou Fátima Da Fonseca, quem mostrou-se muito indignada pela situação que vive sua família. Neste sentido, os tios do menino asseguraram que agora o «importante» é a recuperação de seu sobrinho, mas que enquanto se encontre melhor iniciarão as gestões necessárias para levar o caso ao tribunal/réu/julgado, porque querem que se depurem responsabilidades. Segundo asseguraram ontem, existem «testemunhas e fotografias» que demostrariam que o transformador estava aberto antes de que os meninos jogassem ali. A Polícia Nacional segue/continua investigando os factos/feitos, segundo informou ontem.

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