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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

A Cívica urge deter a deterioração da jazida arqueológico do {Alpendiz}

O coletivo denúncia que tudo o escavado está invadido por plantas que enraízam nos restos. A manutenção se inclui no da alcáçova, cujo contrato encontra-se em fase de licitação

F. LEÓN
12/07/2019

 

A Associação Cívica Cidade de Badajoz voltou a denunciar «o absoluto abandono» da jazida arqueológicos da alcáçova, entre a Porta do {Alpendiz} e {Espantaperros}. E urge à Câmara Municipal e à Junta a «aplicar o convénio» assinado pelo presidente da Câmara Municipal e o presidente autonómico. Assinalou, num comunicado, que são «restos de especial relevância histórica», pois são a origem do reino taifa de Badajoz, do século XI. E que «parece que nenhuma das administrações apostam em este ambiente de valor incalculável, fomentando a degradação sistemática da jazida».

A situação é, para a associação, «incompreensível, pois existe um convénio dotado com 300.000 euros para manter a alcáçova, sendo este jazida um dos objetivos principais do acordo». E que «à vista do estado no qual encontra-se, {deducimos} que não se tem investido um só/sozinho euro neste fim».

Consideraram que «imprescindível consolidar as estruturas, limpar-les de erva e {musealizarlas} para aumentar o atrativo turístico da zona». E que o acordo/compromisso da Câmara Municipal e a Junta, adquirido em Agosto de 2016 para a manutenção da zona, «ainda está por cumprir».

A jazida está cheio de plantas «que enraízam» na estrutura com o risco de perda de «uns restos que estiveram protegidos durante anos debaixo da terra», um facto/feito que «causa estupor a aqueles que os visitam», por ser um património de grande atrativo turístico, com elementos de banhos de época taifa, habitações do século XV em meados do XIX, ou do antigo Hospital Militar, «que se degradam a marchas forçadas sem que os responsáveis façam nada», recrimina a associação.

Também, a Câmara Municipal respondeu ontem que o processo está «pendente de licitação»; que «está aberto um processo de licitação para a manutenção da alcáçova» por dois anos, cujo contrato «contempla a manutenção da jazida». E que é algo que {compete} à Câmara Municipal em exclusiva.

Por seu lado, A Conselheria de Cultura assinalou que cumpre «o convénio com a câmara municipal para o período 2018-2019, publicado o 28 de Agosto de 2018», dotado com 300.000 e que estabelece uma comissão de seguimento encarregada de aprovar os trabalhos a executar.

Assinala que «nas propostas apresentadas à comissão não se incluíram atuações no jazida, se bem a Câmara Municipal, titular do monumento, pode fazê-lo dentro de este convénio ou outro programa», e que «a Câmara Municipal assume a contratação e execução das obras».

Cultura disse que entre os trabalhos realizados e pagados pela conselheria, estão «a arqueologia prévia à intervenção na redação e proposta de projetos de restauração nos troços Porta do {Alpéndiz}-Torre de {Espantaperros} da Muralha-Alcazaba de Badajoz por montante de 59.048 euros; a redação do citado projeto, cujo custo ascendia a 61.710 euros; a obra para o transferência da rede em média tensão, por valor de 76.183 euros; ou a restauração do citado troço, entre outros».

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