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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Cerro de Reyes quer deixar de ser «o bairro da cheia»

Martín Santos afirma que «se recuperou antes Europa da guerra que esta zona de {Pardaleras}». Miguel García pede que se culminem as demolições pendentes e dotações de serviços

F. LEÓN
06/11/2019

 

Queremos deixar de ser o bairro da cheia para voltar a ser um bairro de trabalhadores com uma vida normalizada e para isso se teria que terminar de reabilitar a zona que resultou afetada», manifestou Miguel García, presidente da Associação de Vizinhos/moradores de Cerro de Reyes. Fê-lo ao valorizar a situação atual da zona 22 anos depois da tragédia que se recebeu 22 vidas, a madrugada de 6 de Novembro do ano 1997.

Para além de os investimentos da Junta e do Estado, de em torno dos 100 milhões, a Câmara Municipal leva gastado perto 8,5 milhões na aquisição e demolição de imóveis na zona afetada, até Novembro de 2018.

García manifestou que os vizinhos/moradores «recordam quando chegam estas datas aquela noite, mas têm o sentimento que não querem viver sempre com esse lembrança; necessitam recuperar a normalidade». E para isso, considerou que é importante que «se termine de derrubar as casas e ruínas que ficam, algumas nas ruas São Vicente Paúl e {Chopos}; «são três ou quatro», assinalou.

Também reclamou a associação de vizinhos que se «urbanize toda a zona, que se faça um parque na parte baixa do bairro, que se instalem jogos infantis» e que «venham dotações, que se nos dote de serviços», entre os quais deu prioridade «à construção de um centro cívico», segundo Miguel García.

Também, Juan José Martín Santos, presidente da Associação de Vizinhos/moradores de {Pardaleras}, manifestou que «no último ano não se fez nada, ficavam 20 propriedades por derruir e agora ficam 18, mas não se abordou nenhum projeto de condomínio».

Martín Santos afirmou que «passaram já 22 anos e após a construção dos novos bairros e canalização dos arroios, se têm ido atirando algumas propriedades, para faz já muito tempo que o bairro continua na mesma. Se tardou menos em reconstruir todos os países europeus después dos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial, que em recuperar esta pequena zona».

O presidente da Associação de {Pardaleras} assinalou que «não sei se já depende só/sozinho da Câmara Municipal ou doutras administrações, mas é uma vergonha que estes bairros sigam/continuem neste estado».

Por outro lado, hoje celebra-se um ato religioso, às 19.00 horas, na paróquia de Jesús Obrero, em Cerro de Reyes, em lembrança das vítimas da cheia.

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