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O centro de saúde de O Progresso fechará este verão pelas tardes

A atenção continuada para os usuários da Margem Direita se unifica no de São Fernando. El presidente da Câmara Municipal acredita que o SES «{menoscaba}» a estes vizinhos/moradores o direito a uma saúde de qualidade

 

Centro de saúde do Progresso, um dos dois que atendem a margem direita de Badajoz. - S. GARCÍA

A. M. ROMASANTA lcb@elperiodico.com BADAJOZ
09/06/2020

El centro de saúde de El Progresso fechará temporariamente pelas tardes a partir do 1 de Julho e a atenção aos usuários da Margem Direita de Badajoz entre as 15.00 e as 22.00 horas se unificará no centro de saúde de São Fernando, segundo confirmou ontem o Servicio Extremeño de Salud (SES). A gerência da área de saúde decidiu reunificar os pontos de atenção continuada (PAC) de ambos centros de saúde durante os meses deste verão. Foi o presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Francisco Javier Fragoso, quem informou desta medida, que nesse momento não era oficial, e que qualificou de «inadequada e mais nestes momentos».

El presidente da Câmara Municipal criticou que se tenha adotado «com {nocturnidad} e aleivosia», pois a Junta não informou ao Conselho Local de Saúde, que preside a Câmara Municipal. El SES assegurou que antes de tomar a decisão, se tem consultado aos membros da Comissão Comunitária do centro de saúde de El Progresso.

Segundo aduziu Saúde, desde/a partir de a declaração da pandemia por {covid}-19, a dificuldade de cobrir os turnos de Atenção Continuada ({AC}) na cidade de Badajoz se tem visto agravada devido à adaptação dos postos de trabalho dos profissionais especialmente sensíveis ao vírus para fazer efetivas as recomendações do serviço de saúde laboral. Dita situação tem obrigado a deslocar profissionais dos circuitos {covid} para evitar sua exposição a pacientes suspeitos, possíveis ou confirmados de dita doença e, portanto, não se pode contar com eles para fazer turnos de guarda.

Argumentou além disso que os turnos de atenção continuada se unificarão no centro de saúde de São Fernando por motivos que induzem a emprestar uma adequada assistência durante o verão, motivado pela afluência de pacientes nesse revezo horário, que pode ser bem atendidos reunificando a atenção. Dois médicos e dois enfermeiros atenderão este ponto e os avisos domiciliários gerados nesse horário se cobrirão como habitualmente.

Segundo defendeu o SES, a unificação dos PAC de São Fernando e El Progresso permitirá a correta assistência, evitará a necessidade de contratar um médico para cobrir um revezo de {AC} diário/jornal, manterá as duas enfermeiras, uma de cada um dos PAC, garantindo assim o {triaje} dos pacientes à bilhete do centro e diminuirá a pressão sobre/em relação a os médicos destes centros para cobrir as guardas, sobretudo face ao verão. Por último, reconheceu que suporá uma poupança na contratação de pessoal, concretamente do auxiliar e o guarda de segurança.

Informou também de que desde há tempo e por questões de idade somente quatro facultativos do centro de saúde de São Fernando vêm cobrindo estes turnos de Atenção Primária, «que é insuficiente» e a gerência quer facilitar a conciliação laboral com a situação pessoal e de idade, que ampara a norma. Em todo o caso, «a decisão se tem tomado para que prime a atenção sanitária adequada e de qualidade aos pacientes de tudo a área», enfatizou.

RUMO ECONÓMICO /Mas o presidente da Câmara Municipal mostrou sua desconformidade com esta decisão e recordou que a cidade de Badajoz já foi «generosa» quando a Junta decidiu que fechassem todos os centros de saúde pelas noites e esta prestação se unificou num único PAC no hospital Perpétuo Socorro. Naquele momento se evitou a polémica, que sim surgiu em muitos municípios porque se obrigava aos vizinhos/moradores a mudar-se ao centro de saúde de um povo/vila próximo. Segundo Fragoso, há cidadãos de bairros de Badajoz que para ir ao PAC situado no Perpétuo Socorro «fazem mais quilómetros que a distância existente entre dois povos/povoações na Extremadura».

Por isso, se com esta nova medida o SES pretende seguir/continuar recortando horas de abertura a centros de saúde da cidade, o que consegue é «menosprezar o direito a uma saúde de qualidade, pública e cercada dos vizinhos/moradores da Margem Direita». Daí que o presidente da Câmara Municipal de Badajoz quisesse ontem transmitir, antes de realizar qualquer movimento, como estes dias vai-se a fazer nos centros de saúde sem ter em conta o Conselho de Saúde, que seria uma medida «inadequada» sobretudo em momentos nos que os que os cidadãos necessitam realizar consultas sobre/em relação a a difícil situação sanitária atual. Insistiu em que com o fecho unilateral e sem explicações do centro de saúde de El Progresso, «fraco» favor realiza-se à qualidade de vida dos vizinhos/moradores da margem direita, bem como aventurou que o motivo tenha «rumo económico».