Menú

El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de junho de 2018

O centro para a acolhimento temporal de refugiados estará disponível neste mês

Cruz Roja está terminando de acondicionar as instalações do hotel {Góngora} com 40 praças/vagas. Neste espaço viverão seis meses, antes de passar a um apartamento tutelado com maior autonomia

A. M. ROMASANTA badajoz@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
06/01/2018

 

A finais de mês poderiam estar disponíveis as instalações do hotel {Góngora}, situado na rua Dobrados de Badajoz, como centro para a acolhimento temporal de refugiados, segundo prevê Emilio Romero, diretor autonómico do Programa de Atenção a Pessoas Refugiadas a Cruz Vermelha. Esta organização gerirá o centro, que contará com 40 praças/vagas para atender as necessidades de estrangeiros que solicitem a Espanha a proteção internacional. Será o primeiro recurso destas características que funcione em Badajoz, que sim existe em Mérida, em Cáceres e em Navalmoral.

O hotel {Góngora} leva mais de dois anos sem uso. Pertence aos mesmos proprietários que o hotel Cervantes, situado na praça/vaga do mesmo nome, que chegaram a um acordo com Cruz Roja para a cessão das instalações por um aluguer social. Segundo Romero reúne as condições adequadas para seus novos inquilinos, mas ainda ficam trâmites por resolver. Este responsável destaca a colaboração do Câmara Municipal De Badajoz, que está tentando agilizar a licença de abertura, que possivelmente se concederá na próxima semana. Mas lhes faltam outros certificados de empresas externas, como a homologação da instalação de gás.

O programa de acolhimento já está a funcionar, embora antes de que cheguem os usuários, Cruz Roja tem que preparar o pessoal e as instalações do centro com umas garantias de segurança e higiene. O pessoal estará formado por uma equipa multidisciplinar com psicólogos, advogados, trabalhadores sociais, educadores sociais e empregados próprios do centro como são os monitores, os encarregados da cozinha, da limpeza e ordenanças.

O programa de acolhimento tem uma duração estimada de ano e meio. A temporal abrangeria seis meses. Neste período a prioridade não é que os refugiados encontrem trabalho mas prepará-los, embora depende da circunstância de cada acolhido. O que se tenta é que adquiram umas competências básicas para poder/conseguir viver de forma independente, que aprendam o idioma, a conhecer seu ambiente e os procedimentos habituais. Os meninos se escolarizam desde o primeiro momento e também os universitários poderão continuar seus estudos. Os seis meses seguintes se transfeririam a um apartamento tutelado, onde seguirão/continuarão recebendo apoio tanto/golo económico como do pessoal treinador. Nesta fase já se lhes ajuda a procurar emprego. Os últimos seis meses viverão de forma mais independente e autónoma, com apoios muito pontuais.

O Programa de Proteção Internacional está subsidiado pelo Ministério de Emprego e Segurança Social com a participação de diferentes organizações, entre elas Cruz Roja nacional. Esta {oenegé} já gere na Extremadura o Centro de Atenção a Refugiados de Mérida, que reabriu o verão passado.

Ainda não se pode saber quando podem chegar a Badajoz os primeiros refugiados, quando vão ter as praças/vagas do centro cobertas e muito menos sua procedência. Em Mérida foram acolhidos ucranianos, sírios, venezuelanos, arménios e refugiados procedentes de campos da Grécia e de Líbano. «Qualquer pessoa e família é suscetível de pedir a proteção internacional por diferentes motivos, podem proceder de países em conflito, ou com problemas económicos ou que sejam perseguidos por alguma causa», aponta Romero. Recorda o caso de um militar estado-unidense que pediu a proteção internacional em Espanha porque abandonou o exército. O responsável do programa assinala que normalmente chegam famílias, muitas delas {monoparentales} com filhos, e o menos habitual é que sejam homens sós.

As notícias mais...