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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 19 de agosto de 2019

Cemitério

FERNANDO Valdés
22/07/2019

 

O assunto do cemitério para a comunidade muçulmana de Badajoz é um tema recorrente, que leva tendo consequências desde há várias legislaturas. Sempre sem solução. Se não tem decaído foi pela constância e a habilidade do imã, {Adel} {Najjar}, quem tem seguido/continuado uma política inteligente, possibilista e hábil. Fazendo pedagogia e tentando aproximar a sectores significativos da sociedade de Badajoz a seus pontos de vista ou, melhor dito, aos do coletivo religioso que ele dirige. É muito louvável essa posição, mas se os muçulmanos da nossa cidade têm razão -e a têm- o temos de fazer é dar-se-la e deixar-se de impedimentos administrativos e de bagatelas. Pode ser que a posta em prática da pedido/solicitação implique certa lavor/trabalho prévia de {desbroce} legal na Extremadura, mas houve tempo mais que sobrado para solucionar duma vez este assunto. Sempre tenho acreditado, e o continuo/sigo acreditando, na existência de outros motivos inconfessos, baseados em preconceitos e, em muito alta proporção, na falta de cultura duma parte substantiva dos nossos responsáveis políticos de todas os cores. O problema não reside em se os muçulmanos têm que adaptar-se a nossos costumes. ¿Que costumes? Uma parte deles são espanhóis de origem e nascimento. No fundo, se trate ou não de muçulmanos, são cidadãos de plenário/pleno direito e tem de fazer-se tudo o necessário para respeitar sua liberdade de pensamento. E não são adequado esses recriminações, infundados, de que o islão é intolerante, porque tenha situações em que um regime político com essa crença o seja. Também há intransigentes no judaísmo, no budismo, no {hinduísmo} e, por certo, no cristianismo, católico ou não. ¡Que nos vão a contar que não saibamos! O problema da necrópole muçulmana de aqui tem de solucionar-se. E já. Se calhar tenha outras questões diferentes a negociar com esse grupo de vizinhos/moradores. Mas não esta. Parece que o novo vicepresidente da Câmara Municipal -¿se diz assim?- está na linha de emendar erros. ¡Que se note a abertura intelectual, se a há! E, por certo, postos a falsear a opinião dos votantes, não me parece desacertado que o vereador de {Vox} se ocupe da gestão do lixo da nossa resignada/sofrida cidade. É o seu.

(*)Arqueólogo

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