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Cantinho

 

JUAN MANUEL Cardoso
21/07/2020

Há aqueles que têm a oportunidade de sair ao mundo e descobri-lo. Há aqueles que ficam dentro de sim mesmos ou no limiar do seu e vêem a vida passar. Às vezes, isso não é viver-la e, outras, como o cinema, como os livros, é viver-la de peça sobresselente, inventada ou imaginada. Ali estão, solitários, em silêncio, bem porque o preferem ou porque o mundo lhes {abruma} e há demasiado ruído. Ou porque é como melhor se divertem. O caso é que, chegado o verão, atípico, estranho, diferente, incompleto e com a magia dispersa de rastos, na montanha ou na praia, um pouco/bocado fartos de ter tido ou seguir/continuar tendo demasiado tempo e com certo medo a que o tempo volte a sobrar num futuro não muito distante, aqui chegam minhas leituras, por se algum deseja seguir/continuar o caminho. Em casa, percorrendo o mundo; viajando, com a companhia dum ou vários livros. Aí vão os lidos: Terra, de {Eloy} {Moreno} (não {dejarás} de ler); A sorte dos idiotas, de Roberto Martínez Guzmán (puro entretenimento); Esta trovoada, de {James} {Ellroy} (alta tensão); Me {cago} em {Godard}, de Pedro Vallín (para usufruir do cinema escrito/documento); a já conhecida Pátria, de Fernando Aramburu, adaptada como romance gráfico por Toni Fejzula e A propósito de nada, de Woody Allen (para bisbilhotar um bocado). Agora, os que tenho entre mãos: Elogio da quietude, de Pedro García Cuartango (simplesmente, um prazer); Como viajar com um salmão, de {Umberto} Eco (a genialidade do professor) e Até nunca, Peter Pan, de Nando López (um particular e surpreendente Nunca jamais). E aos que me {enfrento} nos próximos e {tórridos} dias de Agosto e para além: Sangue na neve ({Jo} {Nesbo}), O enigma da quarto 622 ({Joel} {Dicker}) e um veraneio bruto com {Stefan} {Zweig}, onde tentativa usufruir da enormidade de sua literatura, essencialmente, de ficção. Para isso, tenho metido em minha mochila Encontros com livros e Romances, um livrito de 1.560 páginas que reúne seus fascinantes 11 romances de entre toda sua deliciosa obra literária. O monge renascentista Tomás de Kempis deixou escrito/documento que «tenho procurado em todas partes o sossego e não o encontrei mas num canto afastado, com um livro nas mãos». {Buscad} esse canto e levar-vos um livro. Nessa altura, e só/sozinho nessa altura, nada no universo vos será alheio.

(*) Jornalista