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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Os bombeiros levam perante Trabalho os mínimos de guarda e os protocolos

Afirmam que as normas de intervenção implantadas «não se ajustam» à prevenção de riscos laborais. Denunciam que de forma «sistemática» se incumpre o número regulamentar de efetivos por turno

B. C.
06/11/2019

 

Los bombeiros do parque municipal de Badajoz decidiram levar suas reivindicações diante da Inspeção de Trabalho à vista de que, apesar das numerosas reuniões com a chefatura do serviço e responsáveis municipais, sua situação «piora». Los delegados de Prevenção da Câmara Municipal registaram na segunda-feira a denúncia pelo incumprimento «sistemático» do mínimo de bombeiros de guarda por turno e a aplicação dos protocolos de atuação, que «não se têm acordado» com o pessoal e que se têm implantado «sem realizar previamente uma avaliação de riscos».

A denúncia estava redigida desde finais de Agosto mas, segundo explicaram Carlos Agama e Juan María Andreo, delegados de Prevenção e representantes sindicais dos bombeiros, decidiram dar um novo prazo para «esgotar todas as vias de diálogo» antes de apresentá-la. Após dois meses se reuniões infrutuosas (a última no passado 28 de Outubro), deram o passo para tratar de que se resolva um conflito que vem de longe.

Foi a finais de 2016 quando «por unanimidade» de todos os grupos com representação no Câmara Municipal De Badajoz se aprovou em plenário/pleno um acordo assinado com os bombeiros, através do que se instaurava um sistema de localização para casos de emergência e se re-estruturava seu calendário laboral para garantir o cumprimento do mínimo de bombeiros de guarda que marca o regulamento, 10 mais um telefonema. No que vai de ano, segundo denunciaram os representantes sindicais, apenas uma dezena de dias se tem coberto esse número de efetivos por turno. «Los bombeiros estamos cumprindo com nossa parte desde então, mas a Câmara Municipal não. Nos têm enganado a nós e à cidade», recriminou Carlos Agama.

Los sindicatos criticam que se esteja utilizando o sistema de localização para paliar a falta de pessoal no parque, «quando não está para isso». A escassez de plantel/quadro, segundo assinalaram, não só/sozinho põe em risco a integridade física dos bombeiros nas intervenções e a segurança dos cidadãos, mas está afetando à conciliação de sua vida laboral e familiar, pois «o 90% das vezes» se negam os dias de assuntos próprios e se estão limitando as autorizações e as horas de formação. «Isto está a gerar tensão e crispação entre os companheiros», reconheceram os representantes sindicais, que puseram como exemplo o que acontecerá o próximo 10-N, que o parque estará de oito da manhã a quatro da tarde com sete bombeiros e sem telefonista, e de quatro a oito da tarde, com oito, pelas horas à que tem direito o pessoal para exercer seu voto.

Los representantes sindicais voltaram a reclamar a urgência de que se alargue o pessoal. «Agora mesmo se necessitariam 25 praças/vagas de nova criação, delas 7 ou 8 para chefias», expôs Andreo, quem comparou a situação do parque de Badajoz com a do de Salamanca, com uma população similar: «Ali há um mínimo de 13 bombeiros por guarda, mas têm 18; nós 10, e não {llegamos} nunca», lamentou.

Quanto aos protocolos de atuação nas intervenções, que os bombeiros levam anos reclamando, denunciam que se têm elaborado de maneira improvisada e que «não se ajustam» à regulamento de prevenção de riscos laborais. Neste sentido, criticaram que se têm começado a implantar de maneira progressiva desde no passado mês de setembro sem ter em conta o desacordo da plantel/quadro, que considera que não são o suficientemente precisos e deixam numerosas questões de «{trascendncia} no ar», como os recursos materiais e humanos em cada tipo de intervenção. «Los serviços médicos da Câmara Municipal lutaram connosco para que se faça a avaliação de riscos, porque consideram que os protocolos não estão bem executados, mas ainda assim os têm implantado», se queixou Agama.

À espera de que a Inspeção de Trabalho se pronuncie sobre/em relação a a denúncia, os bombeiros acreditam que é o presidente da Câmara Municipal, Francisco Javier Fragoso, a quem responsabilizam da situação do serviço, o que «deve mover ficha» e atender suas reivindicações. «Na Câmara Municipal são conhecedores da situação e devem sentar-se a planificar». Em caso contrário, os sindicatos não descartam «nenhuma medida» de protesto, incluída a greve indefinida.

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