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A AVT reclama uma legislação específica, ajudas e assistência

A presidenta critica «os tentativas de branquear o relato» e as homenagens a etarras. María José Ruiz: «Poderá desaparecer o terrorismo, mas as vítimas continuaremos»

 

Membros da AVT e autoridades, ontem no ato de homenagem às vítimas extremenhas do terrorismo. - S. GARCÍA

F. LEÓN lcb@lperiodico.com BADAJOZ
12/03/2020

Las vítimas necessitam uma legislação específica, um sistema de ajudas a nível regional, nacional e europeu e assistência especializada, individualizada e continuada, à margem de onde tenha sido o atentado, e que se siga/continue reconhecendo a seus seres caros para que sua lembrança não caia no esquece». Este é um fragmento do manifesto que leu a delegada na Extremadura da Associação de Vítimas do Terrorismo (AVT), María José Ruiz, no ato celebrado ontem com motivo Dia Europeu das Vítimas do Terrorismo, 16 anos después do atentado jihadista do 11M, no qual morreram 191 pessoas e resultaram feridas 1.961.

Perante um cartaz com o texto: Verdade, memória, dignidade e justiça, o ato começou com um minuto de silêncio e após a leitura do manifesto, seguiu/continuou com uma oferenda de flores perante o monumento às 55 vítimas extremenhas, e com o Hino Nacional. Assistiram o presidente da Câmara Municipal, Francisco Javier Fragoso; ex-presidente Monago; vice-presidente da assembleia provincial, Ricardo Cabezas; subdelegado do Governo, Francisco Mendoza; vereadores, deputados e chefias militares e das forças de segurança.

«O terrorismo poderá desaparecer. mas as vítimas continuaremos», manifestou Ruiz, quem criticou os tentativas de «branquear o relato» do terrorismo e que se façam homenagens a terroristas «com escárnio e humilhação de para as vítimas». E assinalou que «os que têm atuado como frente institucional de ETA, que seguem/continuam sem condenar a violência, som tratados como um agente político mais e servem de apoio por ação ou omissão para governar». Também denunciou que quando «as vítimas levantam a voz para reclamar justiça e verdade, se nos defeito de vingativas e fascistas».

A delegada da AVT reclamou às instituições «vontade política para evitar que os terroristas sejam homenageados»; e «lideranças políticos que defendam que há partidos e instituições que embora sejam legais, não som morais». Também pediu que se esclareçam os atentados de ETA que seguem/continuam sem resolver.

Fragoso agradeceu a convite em nome da cidade para partilhar «neste dia de lembrança e de dor», e afirmou que «a sociedade tem uma dívida eterna com o sacrifício que vos impuseram». Acrescentou que é «uma obrigação moral das instituições acompanhar-vos neste dia», para não esquecer «a frase escrita no pavilhão 4 de {Auschwitz}, atribuída ao filósofo espanhol Ruiz de Santallana ‘Os povos/povoações que esquecem seu passado estão condenados a repetirlo’».

O presidente da Câmara Municipal disse estar «convencido de que a sociedade espanhola não se pode permitir o tristíssimo passado das vítimas do terrorismo de ETA, do {GRAPO} e jihadista, a posição que a sociedade teve durante anos até a elas».