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El Periódico Extremadura | Domingo, 24 de junho de 2018

As intervenções dos bombeiros com enxames de abelhas se multiplicam

Neste ano já têm realizado 56, quando em todo o 2017 tiveram só/sozinho 10 e no 2016 foram 35. Abril, com 22 atuações em dez dias, e Maio foram os meses de maior presença

A. M. ROMASANTA cromasatna@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
10/06/2018

 

O ataque que sofreram dois {octogenarios} de centenas de abelhas quando recolhiam cogumelos no campo num povo/vila de Ávila, pelo que tiveram que ser hospitalizados, tem posto de atualidade estes insetos, cuja presença está a ser especialmente visível esta primavera em Badajoz, onde o serviço municipal de bombeiros tem multiplicado suas intervenções para retirar enxames que se estavam formando nos lugares mais insuspeitos. No que vai de ano, até ao 7 de Junho incluído, os bombeiros têm realizado 56 intervenções relacionadas com {colonias} de abelhas. A diferença com os processos do ano passado é {abismal}, pois em todo o 2017 só/sozinho teve 10 e, no 2016, um total de 35, segundo os dados facilitados pelo chefe do serviço, {Basilio} González.

A presença de abelhas coincide com a primavera pelas chuvas e a subida das temperaturas e seu incremento neste ano pode ter que ver com que tem caído mais água e há mais vegetação. Curiosamente, a primeira intervenção dos bombeiros foi o 25 de Janeiro mas a seguinte teve lugar o 13 de Março e esse mês só/sozinho teve uma. A partir do 19 de Abril se dispararam. Esse mês teve 22 em só/sozinho dez dias.

Os bombeiros costumam atuar à primeira hora do dia ou a última hora da tarde, quando as abelhas estão mais tranquilas. Todas suas intervenções foram com enxames que se têm formado em diferentes zonas da cidade. González assinala que não há um lugar com especial incidência, pois têm ido aparecendo por todos os bairros (como demonstra o mapa junto). Têm atuado no centro, em São Roque, em São Fernando, nas Talvegues e noutras zonas. Além disso, se formam em qualquer sítio ou resquício. A primeira em chegar é a reina e lhe segue/continua o resto.

De especial dificuldade, segundo recorda González, foi o processo na praça/vaga Virgem de Bótoa, porque a colónia se instalou nas gretas de umas juntas de dilatação de impossível acesso. «Nas intervenções {intentamos} sempre recuperar o enxame», defende o chefe do serviço. Para isso, os bombeiros contam com apicultores com os que colaboram e são eles os que levam-se os enxames a seus {colmenas} pois a pretensão inicial é recuperá-los, não eliminá-los.

Embora não sempre é possível, pois há casos nos que a colónia está num lugar inacessível e existe risco porque possam entrar em habitações por diferentes vazios ou num espaço habitado. {Basilio} González recorda um único caso, precisamente o citado na praça/vaga Virgem de Bótoa, onde teve que eliminá-lo pelo risco que representava.

Os bombeiros têm um par de contactos com apicultores, que são os que decidem quem vai a recolher a colónia resgatada e se ocupam de levar-se as abelhas, o que facilita portanto sua atuação. González aponta que a abelha protegida é a silvestre, mas não a doméstica ou {melífera} (a da mel). De todas as maneiras o critério é sempre salvar o enxame, que regra geral se consegue recuperar.

Até agora os bombeiros não têm sofrido nenhum percalço em suas intervenções com abelhas. É certo que se aproximam às {colonias} protegidos com fatos de apicultor. De facto, aponta que os avisos que recebem não são porque tenham picado a alguém. Aconselha que perante um enxame o que temos de fazer é manter uma distância de segurança e não incomodar às abelhas, que não são agressivas, pelo que lhe surpreende o acontecimento de Ávila.

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