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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Ao-{Himyari} (I)

FERNANDO VALDÉS Arqueólogo
07/01/2019

 

Nisto da Arqueologia a informação que se extrai dos objetos ou das crónicas, quando as {conservamos}, nunca se esgota, por muito que se espremam. Mas, para isso, têm de dar-se as condições críticas adequadas. Quanto mais sabemos, mais podemos chegar a saber. {Vuelvo} a referir-me a Badajoz, sobre/em relação a a que não tinha fixado minha atenção desde há algum tempo. Há um autor árabe-{magrebí}, {Muhammad} b. {Abd} ao-{Mu}’{nim} ao-{Himyari}, do qual realmente sabemos muito pouco/bocado. Apenas, que era {jurisconsulto} e que escreveu uma obra de foque enciclopédico a base de textos de outros autores. Ignoramos os anos exatos em que viveu, mas não antes do século XIII, a julgar pelos dados recolhidos em seu livro, sempre mais antigos. Mas esta é uma pergunta que excede este quadro. Seu trabalho se titula Jardim {Fragante} e recolhe/expressa informações geográficas e históricas relacionadas com diferentes lugares e, concretamente, com as principais povoações de Ao-{Ándalus}. Entre elas, como não, está {Batalyaws}. Ele é quem dá os dados mais exatos sobre/em relação a sua fundação e seus primeiros perfis urbanos, aceitando que procedem de fontes alheias muito anteriores e que, portanto, requer cautela na hora de interpretá-lo. Nosso personagem fala de sítios não visitados por ele, só/sozinho conhecido por referências alheias. Mas não é a capital dos {aftasíes} o que quero trazer esta vez a colação, mas uma notícia menos apreciada, se calhar por surpreendente e anedótica. Ao-{Himyari} narra como a algumas {leguas} de {Batalyaws} se extrai vidro de rocha. Ninguém, que eu saiba, tem pretendido tirar-lhe ponta a esta informação, nem eu mesmo. Perdoem a {inmodestia} mas é que desde há já uns anos {vengo} ocupando'm duma estranhos objetos islâmicos fabricados, precisamente, com essa matéria-prima, cujo origem, embora controverso, é desconhecido. Se fala de {Madagascar}. Todos os autores -me {incluyo} na série- os {consideramos}, com alguma reserva, de manufatura egípcia, do Cairo, e produzidos entre os séculos IX e XII. Quarenta e quatro dessas peças se guardam em coleções espanholas -museus, mosteiros, igrejas ou catedrais-. Pois bem, nesse contexto a cita/marcação/encontro aludida resultava estranha, muito estranha. Quase caprichosa.

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