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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 11 de dezembro de 2018

«A figura de Godoy foi maltratada durante séculos»

Dá documentos que demonstram a campanha orquestrada para desacreditar-lhe. Santiago Mazarro dirige o documentário que se apresenta esta noite no López

A. M. ROMASANTA
11/01/2018

 

Apesar de sua alcunha como Príncipe da Paz (por sua negociação da Paz de {Basilea}), Manuel Godoy (Badajoz 1767-París,1851) foi um dos personagens históricos mais vilipendiados, embora se está tentando reabilitar sua imagem nos últimos tempos. Fê-lo o escritor de Oliva de la Frontera José Luis Gil Soto com seu romance histórico e agora o documentário Principado da Paz. Promoção e Queda/redução de Manuel Godoy, dirigido por Santiago Mazarro, patrocinado por Fundação {CB}, que se projeta esta noite (20.00 horas) no teatro López de Ayala de Badajoz, com entrada livre.

Mazarro reconhece que a importância do qual fora primeiro-ministro de Carlos IV está a ser reivindicada e reconhecida nos últimos tempos, mas até agora não se fez «de um modo o suficientemente divulgativo, que ensine verdadeiramente tudo o percurso/percorrido de Manuel Godoy». O romance de Gil Soto foi seu ponto de partida para redescobrir o personagem, mas o documentário não podia voltar a contar o que já se disse nos livros de história e iniciou uma busca que deu como resultado documentos, alguns deles inéditos, que demonstram que boa parte de sua má fama «não foi real», mas «inventada» por seus inimigos da época, principalmente por Fernando VII. Entre estas provas está a coleção de cartas que Gil Soto tirou à luz através de uma herdeira após publicitar seu romance, bem como lâminas publicitárias enganosas da época lideradas por Fernando VII e a nobreza para desacreditar a Godoy e gerar uma imagem distorcida que perdurou até à atualidade. Outro livro de cabeceira do documentário é Manuel Godoy. A aventura do poder/conseguir, do historiador Manuel La Parra. Com tudo isso, se demonstra a teoria de que «a figura de Godoy foi totalmente maltratado e injustamente tratada ao longo/comprido destes séculos», assinala Mazarro, para quem o repto/objetivo era realizar um documentário histórico audiovisual sem contar com imagens da época. O testemunho dos historiadores se tem apoiado sobre/em relação a recriações trabalhadas a partir de quadros do personagem para fazer sentir ao espectador que se encontra dentro das obras. Se acrescentaram além disso ilustrações de passagens da vida de Godoy, que se têm animado e têm filmado em localizações fundamentais como Badajoz, Madrid, Aranjuez e Paris para seguir/continuar o percurso/percorrido do protagonista. Por último, também se {recreó} as águas-furtadas onde Godoy relatou suas memórias com o ator Javier Moyano, cuja interpretação se intercala entre as contribuições dos historiadores (La Parra, Gil Soto, o {oliventino} Luis Limpo, Enrique Rúspoli, Jean-Luc Chappey e a escritora Carmen Posadas. «Há muitos olhares desde sítios diferentes para que o espectador faça sua própria reflexão».

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