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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

808 famílias estão à espera de que se lhes conceda uma habitação social

É o número de processos que tem abertos a Câmara Municipal, 120 correspondentes ao 2019. Mergulhador critica o «abandono» da Junta, que não constrói promoções deste tipo desde 2013

B. CASTAÑO lcb@elperiodico.com BADAJOZ
14/02/2020

 

A Delegação de Vivienda da Camara Municipal de Badajoz tem aberto neste momento 808 expedientes de familias que solicitaram una vivienda social da Junta de Extremadura na ciudad, 120 deles correspondentes ao 2019. O dado o deu ontem o vereador desta área, Eladio Buzo, quem criticou o «abandono» ao que tem submetido neste âmbito o Governo regional à capital de Badajoz como, segundo disse, demonstra o facto de que a última promoção deste tipo, com 14 apartamentos, se remonte a cada ano 2013 (se fizeram em As Amoreiras, teve 670 solicitantes e se entregaram no 2015) e que os orçamentos extremenhos de 2020 só contemplem uma verba de 200.000 euros para converter em vivendas sociais os 90 apartamentos da Guardia Civil no bairro de Suerte de Saavedra.

O vereador de Badajoz alertou da necessidade de que a Junta —que, segundo enfatizou, é a administração competente em matéria de habitação, pois a Câmara Municipal só tramita os processos— dê resposta às famílias que estão à espera de aceder a um apartamento deste tipo e advertiu de que o que hoy pode ser um problema «ainda pequeno» se pode converter num «grave» em pouco tempo, que obrigará a que se tenha que construir um bairro para cobrir a procura.

Neste sentido, assinalou ao Governo regional como o responsável de «criar bairros marginais» em Badajoz (em referência às declarações de faz uns dias do relator da ONU) pela política que levou a cabo em matéria de habitação. «Todas as semanas vem pessoas solicitando uma mudança, têm uma habitação social em Os Colorines, mas querem uma noutro lugar sair dali porque não querem isso para seus filhos», expôs Buzo, quem reclamou para a cidade medidas neste âmbito que se correspondam com seu número de habitantes. «Não vamos a dizer que merecemos mais que outra população, mas sim que a política tem que ser diferente por essa proporcionalidade em número de casos de necessidade à de povoações de 5.000 ou 10.000 habitantes», defendeu.

A Câmara Municipal conta com 53 vivendas sociais repartidas entre a cidade e as freguesias, todas elas adjudicadas e «com lista de espera», enquanto a Junta, segundo os dados da Câmara Municipal, tem entre 2.500 e 2.600, «em teoria» todas ocupadas também (a Administração regional não confirmou ontem estes dados apesar do pedido deste jornal). Perante esta situação, segundo o vereador, surgiram os subsídios ao aluguer social que, no seu entender, são «ajudas com batota», porque, segundo denunciou, no 2019 não se pagou «nem um só euro» aos beneficiários, o que levou a algumas famílias de Badajoz ao borda do «despejo».

Por seu lado, a Conselheria de Transporte, Mobilidade e Vivienda da Junta de Extremadura respondeu às declarações do vereador de Badajoz assinalando que no passado ano investiu 1,8 milhões de euros em matéria de habitação em Badajoz, embora não precisou o destino concreto desse dinheiro como também não se são 808 os pedidos de apartamentos sociais que tem registadas. Sim recordou que a região conta com o parque de habitação pública «maior por habitante de tudo o país», pois enquanto no conjunto de Espanha não chega a oito vivendas sociais por cada mil habitantes, na comunidade extremenha a cifra é superior a 12. Não obstante, reconheceu que a média na União Europeia se situa acima das 67 e que «seu incremento é um objetivo da Junta».

Também a conselheria apontou que os 200.000 euros contemplados nos orçamentos regionais deste ano serão «suficientes» para adequar os 90 apartamentos de Suerte de Saavedra, cuja aquisição ainda se continua a negociar com o Governo central, como vivendas sociais.

Quanto às ajudas ao aluguer social, as mesmas fontes assinalaram que há 175 famílias de Badajoz que têm «aprovada» esta ajuda complementar ao aluguer, que se lhes subsidia num 65%, embora não confirmaram que se lhes tivesse pagado.

CHEIA / Na sua intervenção, o vereador de Vivienda também referiu-se ao esqueço da Junta de Extremadura em relação aos vizinhos que ainda estão pendentes de ser realojados depois de/após que suas casas fossem afetadas pela cheia de 1997, para os que urgiu uma solução após mais de 20 anos de espera.

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