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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

A ‘{rentrée}’

ROSALÍA PERERA Abogada
07/09/2017

 

A primeira ideia foi iniciar/dar início a época com um caderno de viagens, para prolongar dessa forma o {dolce} {far} {niente} das férias. Um {Martini} com azeitona, levantar a vista para comprovar que as andorinhas quebraram, se calhar até ao ano próximo, a {alineación} perfeita de Agosto, o vaivém {rumoroso} dos {aspersores} sobre/em relação a a lavanda, escrever esta coluna detendo'm só/sozinho para olhar ao longe, sem quase ver, sentindo o sol como o gato que {dormita} perto, e esperar que a comida/almoço esteja lista. Saboreando o último dia de meu verão. Mas é certo que na Extremadura se faz longo/comprido. Pesado, de moscas refugiadas nos {zaguanes}, de campo {agostado}, esgotado sem {resuello} até que não consegue passar o sempiterno {veranillo} dos marmelos e chega por fim o pausa. Por isso um sonha com um tempo dourado de uvas e tardes que se encurtam perfilando a alcáçova, como {arrebujada} numa {rebeca} suave e acolhedora. Porque, além disso, neste mês tem vocação de estreia: de caudas nas livrarias, de meninos que se resistem a provar-se o {jersey} que pica do uniforme, de cestas da compra cheias de bons propósitos, de fascículos que morrem após o {numero} um, de passear Elvas em São Mateus, de álbuns de cromos que mesmo não sabem que nunca serão completados, das primeiras classes de yoga e de inglês, do suplemento do {Vogue} com as passarelas de outono, do calendário de concertos e o programa da cinemateca, de pegar/apanhar mouras para fazer {mermelada},... Reencontros e novos começos com os que encher uma agenda, que deveríamos, como os escolares, estrear {limpita}, primorosa, neste mês, em lugar de esperar a Janeiro. É dia 1: {Canturrear} no carro a {Johnny} {Cash} para o qual «com setembro começa tudo e também se aproxima a morte», parece uma sincronia ou um paradoxo, quando ao passar perto de a auto-estrada, nos cumprimenta a grafíti de «hoje é o primeiro dia do resto de teu vida». As fotografias do mar, os bilhetes dos restaurantes, os restos de conchas no fundo de um {capazo} de vime, as canções alegres do {IPod} para suportar os entupimentos, ficaram atrás, já não importam. É setembro e com ele {recomenzamos}.

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