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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

A consciencialização sobre/em relação a o alzhéimer através do teatro continua outro ano

Assembleia provincial dá uma ajuda para voltar a representar a obra ‘{Cuéntame} um conto’. A idade média dos doentes que ingressam no centro de dia segue/continua descendo

RODRIGO CABEZAS prov-badajoz@extremadura.elperiodico.com ALMENDRALEJO
29/08/2017

 

Há três anos, em 2014, a Associação de Familiares de Doentes de Alzhéimer Tierra de Barros impulsionou um projeto que consistia na representação da obra de teatro {Cuéntame} um conto e que servia, fundamentalmente, para que o público e a sociedade tomassem consciencializa da crúa realidade desta doença. Três anos depois, o montagem segue/continua em pé e continuará exibindo-se por cenários da região. O coletivo conseguiu um subsídio da Diputación de Badajoz de 3.000 euros que lhe permitirá representar-la, embora ainda não tem tido tempo de organizar datas. No passado ano já pôs-se em cena em Almendralejo, Puebla de la Calzada, Villagarcía de la Torre e La Zarza.

A particularidade do projeto é que as pessoas encarregadas de representar-la não são profissionais, mas trabalhadoras do centro de dia que tratam aos doentes de alzhéimer em Almendralejo. Nomeadamente são três: {Raquel} García (trabalhadora social), Sara Crespo (terapeuta ocupacional) e Madalena {Galindo} (psicóloga). Esta última reconhece que «a experiência vivida até ao momento foi muito gratificante. As pessoas respondeu muito bem em assistência e, o mais importante, acredito/acho que se tem ido do teatro tendo uma noção muito real do que significa o alzhéimer, com todas suas conotações positivas e negativas».

É uma obra adaptada do libreto originalíssimo de Cristina Cifuentes chamado Queremos ir ao {Tibidabo}. Relata a história de dois irmãs que enfrentam duma maneira originalíssima, a dramática e dorida notícia de que a sua mãe padece o mau do esqueço. Enquanto suas vidas se traduzem num caos, aparece uma pessoa salva-vidas que trata de ajudá-las. É uma amiga que, no fim, gerará mais conflitos que vantagens. Segundo explicam seus protagonistas, «a obra reflete a cruel realidade duma doença que afeta de forma global a doentes, familiares e cuidadores. Combina humor e sorrisos, apesar da tristeza da história».

Casos prematuros / Por outro lado, a psicóloga Madalena {Galindo} assegura que a principal preocupação centra-se nos casos mais prematuros de doentes que ingressam no centro de dia. Se faz dez anos a média estava em doentes de 75 anos, agora está em 70. «Mesmo há usuários de algo mais de 50 anos», informa.

Para Madalena não há uma explicação cientista, mas tudo é fruto duma maior consciencialização da sociedade. «Antes, o alzhéimer tardava mais em diagnosticar-se porque as pessoas tardava mais em ir a especialistas. Seus sintomas são impercetíveis mesmo dez anos antes de {aflorar}. Agora há um grau/curso universitário de consciencialização maior e enquanto se percebe/recebe algum sintoma, à pessoas não lhe dá vergonha nem pudor ir ao médico».

Em relação à investigação, reconhece que se estão destinando muitos recursos, mas por enquanto o que mais tem evoluído são os tratamentos a nível cognitivo, isto é, não farmacológicos. «Desde há 17 anos apenas temos contado com uma nova pilula que melhoria o tratamento, mas fica muito trabalho», aponta esta perita e atriz ocasional.

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