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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 19 de agosto de 2019

O cava extremenho não ressente-se em Espanha e mantém suas vendas

O incremento de vendas se estabiliza no país, enquanto as exportações não deixam de subir. Os produtores {almendralejenses} asseguram que não lhes tem afetado e dizem que continuam a crescer

RODRIGO CABEZAS /J. M. B.
24/06/2019

 

O cava extremenho produzido em Almendralejo continua a crescer a passos {agigantados} no exterior e se mantém firme/assine em suas vendas aos diferentes pontos de Espanha. Assim o testemunham a este jornal os responsáveis das quatro adegas {elaboradoras} de cava inscritas ao Conselho Regulador e que não mostraram-se preocupadas pelos dados que o próprio conselho fez em seu tradicional balanço anual sobre/em relação a o exercício de 2018, no qual se constata uma queda/redução da produção a nível nacional de um 12,1%.

O Conselho Regulador convoca um ato anual para fazer este tipo de balanços e, para além de pôr ênfase no fulgurante crescimento do espumoso em matéria de exportações, destaca que o boicote ao cava catalão e as consequências do {procés} têm podido ser determinantes para que a nível nacional a produção, em seu conjunto/clube, se tenha ressentido.

A percentagem de queda/redução está em consonância com uma larga maioria de adegas catalãs registadas no conselho frente a uma pequena minoria doutras comunidades, onde estão as quatro adegas de Almendralejo.

{Marcelino} Díaz, que sempre tem anteposto «a qualidade à quantidade/quantia», como muitas vezes reconheceu, para suas adegas, considera que esta queda/redução não afeta na Extremadura: «Pode que se deva a uma série de produtores de cava catalão que se têm saído do conselho, mas para nada tem descido tanto/golo, pelo menos na Extremadura. Pelo menos, nossa produção a nível nacional e vendas se mantêm e, além disso, temos especialista/conhecedor que o consumo subiu em torno do 0,2%».

Diego Nieto, de Adegas {Romale}, também fala em parecidos termos: «A nós tudo isto não nos tem afetado [em referência ao {procés}]. É possível que a nível nacional as vendas e produção tenham descido um pouco/bocado, mas para nada um 12%». Em Adegas {Romale} o que sim se têm claro é que as exportações continuam a crescer «muitíssimo» e é aí onde se está focalizando o negócio.

{Evaristo} de Várzea, gerente de Adegas Via da Prata, também considera que se mantém a produção a nível nacional desde Extremadura. «Sim podemos dizer que não há um crescimento como o de há dois anos, mas se está mantendo e para nada há uma queda/redução a nível nacional», precisa.

centrados em exportar / Também desde Adegas López Morenas são da mesma opinião, Ao grande transatlântico do cava extremenho não lhe afetam estes dados e prossegue o seu crescimento tanto/golo a níveis nacionais como internacionais. López Morenas está muito centrado nas exportações, chegando praticamente a todos os cantos do mundo.

Num comunicado do Conselho Regulador se diz que «esta queda/redução se explica pelos efeitos do boicote do último trimestre de 2017, com uma queda/redução das vendas em Natal e o consequente excesso de {estoc} obrigou a reduzir as expedições [garrafas servidas] no passado ano». O presidente da Denominação de Origem, Javier Pagés, foi mais comedido, e ainda que evitou falar de boicote, sim reconheceu que durante o último trimestre de 2017 teve um recuo do consumo em Espanha (consequências de 1 de Outubro e do {procés}) que fez cair as vendas nessa campanha de Natal; os estabelecimentos acumularam garrafas e, portanto, o ano passado acabaram servindo'ls menos produto já que antes deviam dar saída ao {estoc} acumulado.

CONSUMO / Pagés afirmou também que a {DO} só/sozinho tem dados precisos de produção e expedições, mas não de vendas. E apesar do descida/desmpromoção dessas garrafas servidas no passado ano em Espanha, recorreu a dados da consultora {Nielsen} para sublinhar que o consumo de cava em Espanha cresceu um 0,3% em volume em Espanha em relação ao 2017, e que em termos de valor fê-lo o 2,9%. Em qualquer caso, avançou Pagés, entre Janeiro e Março deste ano se produziram o 33,4% mais de garrafas de cava para o mercado espanhol, o que implica que a situação se tem já revertido.

Enquanto Espanha sofria os efeitos do {procés}, as vendas no exterior seguiram/continuaram aumentando. Assim, a Denominação de Origem de Cava exportou mais de 165 milhões de garrafas, o 1,8% mais que no 2017, embora o aumento em valor foi do 4,3%. «Se está produzindo uma {premiumización} do cava», destacou Pagés.

Estas cifras supõem alcançar um novo recorde histórico de internacionalização do produto, e que dois de cada três garrafas que se produzem de {DO} Cava (o 67,5%) já se destinem ao mercado externo. As vendas a outros países aumentaram o 25% em 10 anos. Destacam os crescimentos das vendas em países como Lituania (+85%), Polonia (+45%) e Rússia (+28%). Em qualquer caso, Alemanha (+2,2%), Bélgica (-4,8%), Estados Unidos (+3,2%), Reino Unido (-6,4%) e França (+10,9%) são, por este ordem/disposição, os mercados internacionais principais do cava.

cifras destacadas / Ao todo, Espanha produziu em 2018 244,5 milhões de garrafas de cava, 8 milhões de garrafas menos que no exercício de 2017. Esta produção supôs umas vendas duns 1.146 milhões de euros, também abaixo dos 1.149 milhões de 2017.

Embora no ano passado a produção total caiu o 3,2% em relação ao 2017, Javier Pagés destacou que foi o quarto melhor ano quanto a produção, e precisou que no 2018 se venderam «mais garrafas de cava que o ano anterior e a um preço superior». Outro dos dados que salientou foi o crescimento dos vinhos espumantes espanhóis denominados {premium}.

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