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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de novembro de 2017

Os agricultores apelidam de escassa a subida de 18% no preço da uva

Dizem que as características da campanha são ideais para um preço maior. É a vindima mais rápida e adiantada da última década em toda a região

RODRIGO CABEZAS prov-badajoz@extremadura.elperiodico.com ALMENDRALEJO
26/08/2017

 

A satisfação nunca é completa para os agricultores. As características da atual campanha da vindima, com uma produção reduzida quase ao 50%, altas temperaturas, uma drástica seca e os problemas de excedente noutras partes de Espanha e de Europa, vaticinavam uma importante subida do preço da uva. Mas este elevador se tem apelidado de «insuficiente» por várias organizações agrárias e entidades como a Comunidade de Lavradores. Está cifrado que o preço da uva subiu em torno do 18% em relação ao ano passado, «algo que acreditamos que está abaixo de o que deveria ser se vemos que colhe se reduz a quase a metade», indica Santi Prieto.

São as adegas de Castela-A Mancha as primeiras em colocar as tábuas, referências para as extremenhas. O preço da uva tinta se situa em 0.024040 euros por {kilogrado} (quatro pesetas) enquanto para a uva tinta é de 0.021035 euros por {kilogrado} (3,5 pesetas). Asseguram os agricultores que numa campanha normal/simples seriam preços razoáveis, mas não para uma tão especial como a que se está levando a cabo em Terra de Lamas.

Desde a Comunidade de Lavradores indicam que há certo mal-estar, embora o alvoroço ainda não é maior porque por enquanto se está recolhendo a uva tinta e se está à espera a ver que acontece com a uva branca.

Descida produtiva/ Uma vez avançada a colhe e analisado o fruto que há no campo por meio dos especialistas, desde este coletivo consideram que existe um 45% de produção menor na uva tinta em relação a 2016, enquanto a descida da branca é de 30% menos.

Outra particularidade da atual campanha centra-se na rapidez do processo. A seca e altas temperaturas obrigaram a começar a recolher uva na segunda semana de Agosto. Os agricultores apontam a que resulta muito estranho que nestas datas se recolha já a uva branca e se vejam tratores entrando com ela nas adegas. «Pode que estejamos diante da vindima mais rápida e adiantada da última década», dizem.

Por outro lado, os agricultores respiram aliviados ao ver a mudança de climatologia que se espera para na próxima semana, com dez graus menos do que têm sofrido. «Isto nos dá a vida e vem muito bem. Estava sendo uma vindima insuportável. Também põe algo de chuva, embora terá que esperar a quando cheguem os dias», assinala Prieto.

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